Autor: Redazione

De Dom Bosco a Pier Giorgio Frassati: quem são os santos sociais

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A mitra de São Januário: entre os tesouros mais preciosos do mundo

A mitra de São Januário: entre os tesouros mais preciosos do mundo

A mitra de São Januário é apenas uma das peças inestimáveis que integram o tesouro do padroeiro de Nápoles, um dos mais ricos e valiosos de todo o mundo

Ao falar do tesouro de São Januário, padroeiro de Nápoles, é inevitável recordar a célebre comédia de Dino Risi, protagonizada por Totò: Operação São Januário. Na trama, um grupo algo trapalhão de ladrões decide assaltar o vasto e valiosíssimo tesouro do Santo, convencidos de que o próprio São Januário lhes dera permissão, ou, pelo menos, assim preferiam acreditar. Depois de uma sucessão de peripécias dignas de registo, os meliantes acabam proclamados, por toda a cidade, como salvadores do tesouro. Para lá da ficção cinematográfica e do encanto inconfundível da alma napolitana que Risi tão bem soube captar, permanece, ontem como hoje, uma verdade incontestável: o tesouro de São Januário é um dos mais ricos e valiosos do mundo. Ao longo dos séculos, fez nascer incontáveis histórias e tradições. Entre as suas peças, destaca-se a Mitra de São Januário, um objeto singular e extraordinário, verdadeiro tesouro dentro do tesouro.

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O tesouro de São Januário, conservado no Museu do Tesouro e na Capela do Tesouro, onde repousam também as preciosas ampolas com o sangue do Santo, reúne uma coleção ímpar de mais de 21.613 peças valiosas, feitas de ouro, prata, bronze e pedras preciosas. Estes tesouros foram oferecidos ao Santo e à cidade por reis, rainhas e imperadores ao longo dos séculos. Especialistas estimam que o valor total deste património excede, e muito, o da própria rainha de Inglaterra. Um verdadeiro tesouro digno de um monarca, sim, mas que não pertence a nenhuma coroa. Pertence a Nápoles, ao seu povo, que sempre foi devoto de São Januário, que há séculos vive sob a sua proteção e amparo benevolente.

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O Museu de São Januário

Inaugurado em 2003, o Museu do Tesouro de São Januário situa-se junto à Catedral e à Capela do Tesouro. É aqui que se preserva a maior parte das preciosidades que compõem o tesouro do santo: joias, estátuas, tecidos e objetos em prata, oferecidos por figuras ilustres ao longo dos séculos, muitos deles obra dos melhores artesãos da cidade. O museu nasceu graças ao apoio de empresas privadas, fundos europeus e instituições locais, estando sob o patrocínio da Deputação da Real Capela do Tesouro. O tesouro de São Januário marcou, aliás, um momento decisivo para o artesanato napolitano. Tudo começou com a chegada a Nápoles do busto do santo, esculpido por ourives provençais a mando de Carlos de Anjou, que o ofereceu à cidade no século XIV. A partir daí, os ourives locais ganharam maior prestígio e formaram uma corporação que ainda hoje existe no bairro de Borgo Orefici.

A Capela do Tesouro de São Januário

A Real Capela do Tesouro de São Januário foi erguida no interior da Catedral de Nápoles como um voto coletivo da cidade, por ocasião do aniversário da transladação dos ossos do santo desde Montevergine para a cidade, em 1601. Foi então que os napolitanos suplicaram a São Januário proteção contra a fome, a peste e a guerra. Nesse momento, os Eleitos da cidade, representantes das instituições administrativas napolitanas entre os séculos XIII e XIX, criaram a Deputação do Tesouro de São Januário, confiando-lhe a guarda da Capela do Tesouro. Estes Eleitos reuniam-se na Igreja de São Lourenço Maior, nos chamados Sedili, bancos especiais onde se sentavam as famílias patrícias e os representantes do povo. A Deputação é composta por 12 membros, além do próprio presidente da cidade o prefeito. Dez dos seus elementos provêm dos antigos Sedili das famílias nobres, enquanto dois representam os Sedili do povo. Há mais de 500 anos, a Deputação conserva as relíquias sagradas, o busto e as ampolas com o sangue milagroso, zelando pelo tesouro e promovendo o culto ao santo.

A primeira pedra da capela foi lançada em 1608, tendo as obras sido concluídas em 1647. Trata-se de um magnífico exemplo do barroco napolitano, uma das maiores expressões artísticas da cidade, enriquecida pela participação de artistas de renome. Os afrescos e as decorações pictóricas são obra de Domenichino e Lanfranco, grandes mestres da pintura barroca da Emília em Nápoles.

Importa ainda sublinhar que, por diversas bulas papais, a capela não pertence à cúria, mas sim à cidade de Nápoles, sendo cuidadosamente preservada em nome dos napolitanos pela Deputação.

O valor da mitra de São Januário

Para compreender a dimensão extraordinária do tesouro de São Januário, basta considerar que só a mitra foi avaliada em cerca de 7 milhões de euros. Esta é, sem dúvida, uma das joias mais preciosas do tesouro: coberta por completo de pedras preciosas e com um peso impressionante de 18 quilos, representa o símbolo máximo de São Januário e um dos exemplos mais magníficos da ourivesaria napolitana.

É importante recordar que a mitra, ou mitria, é um distintivo do clero católico desde o século V. Inicialmente usada pelo Papa em procissões solenes, foi depois substituída pela tiara, símbolo da autoridade papal. A partir do século X, passaram a usá-la os bispos, como emblema da santidade que encarnam.

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A mitra de São Januário foi criada em 1713 pelo ourives napolitano Matteo Treglia, que incorporou 3.964 diamantes, rubis e esmeraldas. A concretização deste esplêndido trabalho levou um ano, com o apoio de cinquenta colaboradores. A escolha das pedras preciosas é carregada de simbolismo: as esmeraldas representam o conhecimento, os diamantes a fé, e os rubis evocam o sangue do próprio santo, entrelaçando arte, fé e história num único objeto de valor incalculável.

Para além da mitra, entre as peças mais célebres do tesouro destacam-se a valiosíssima cruz de esmeraldas oferecida por Napoleão; a magnífica estátua em prata de São Miguel Arcanjo, esculpida em 1691 por Giovan Domenico Vinaccia a partir de um desenho de Lorenzo Vaccaro, que retrata o arcanjo a derrotar um dragão; o colar do ourives Michele Dato, que adorna o busto de São Januário, composto por treze elos de ouro enriquecidos com diamantes, esmeraldas, rubis e outras pedras preciosas; a cruz ofertada por Carlos de Bourbon em 1734, adornada com treze brilhantes e treze rubis; o cálice doado por Fernando IV de Bourbon, ornado com 586 brilhantes; e finalmente, o ostensório presente de Joaquim Murat.

Devido ao seu valor incalculável, as peças mais preciosas do tesouro de São Januário nunca são exibidas em simultâneo, sendo apresentadas ao público de forma rotativa, uma medida necessária para garantir a sua segurança e preservação.

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O Santuário de San Gennaro no Solfatara em Pozzuoli

O Santuário de San Gennaro no Solfatara em Pozzuoli

O Santuário de San Gennaro em Pozzuoli, um lugar de culto e peregrinação durante séculos para todos os devotos

O milagre de São Gennaro repete-se três vezes por ano na Catedral de Nápoles, perante uma multidão de fiéis aplaudidos que vieram testemunhar a liquefação do sangue de São Januário. Mas na Campânia há outro lugar dedicado ao culto deste amado Santo: o Santuário de San Gennaro em Pozzuoli, perto da Solfatara que foi o lugar do seu martírio.

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Quando era bispo de Benevento, São Januário soube da prisão de seu amigo Sossio, diácono de Miseno, uma cidade no Golfo de Pozzuoli. Para mostrar o seu apoio a este último, e também para ajudar os cristãos de Pozzuoli, São Januário visitou a comunidade cristã local juntamente com o leitor Desidério e o diácono Festo. Mas Dragontius, governador da Campânia, que já tinha ordenado a prisão de Sóssio, também mandou prender os três religiosos visitantes. Foi perto do Solfatara, então conhecido como Fórum Vulcani, que em 305 San Gennaro e seus amigos foram decapitados. A Solfatara era considerada pelos antigos como a entrada para o Submundo. Na realidade, é a foz de um dos quarenta vulcões que compõem os Campi Flegrei, a vasta área de intensa atividade vulcânica que inclui os municípios de Nápoles, Pozzuoli, Quarto, Giugliano na Campânia, Bacoli e Monte di Procida. O Solfatara, em particular, fica a três quilômetros do centro da cidade de Pozzuoli. Aqui, no local onde San Gennaro sofreu o martírio, foi erguida uma basílica dedicada a ele , destruída durante a erupção da Solfatara em 1198, e reconstruída várias vezes, até a versão de 1584, quando o convento dos Frades Menores Capuchinhos foi adicionado a ele. Tudo o que resta da Basílica original é o antigo altar, a pedra sobre a qual São Januário foi decapitado, agora mantida em uma capela especial.

Local de culto e peregrinação para devotos do Santo, napolitanos e não napolitanos, o edifício foi ampliado em 1700, mas sofreu danos devido a um grande incêndio e frequentes terramotos, transformando-se ao longo do tempo e enriquecendo-se com mármores, estátuas e pinturas. Desde fevereiro de 1945, o santuário foi elevado a paróquia e dedicado a São Januário, bispo e mártir, e aos santos Festo e Desidério, mártires.

O busto de San Gennaro

Na capela direita da nave única da igreja do Santuário de San Gennaro em Pozzuoli há a pedra na qual San Gennaro foi decapitado e um busto do santo que remonta ao século XII dC. Reza a lenda que, durante a epidemia de peste de 1656, que fazia vítimas entre os habitantes de Pozzuoli, o busto foi transportado em procissão do Santuário para o anfiteatro flaviano. À medida que a procissão avançava, uma mancha amarelada emergia no pescoço do santo que se tornava maior e mais evidente. Assim que o busto chegou ao anfiteatro, o matagal tornou-se um enorme buboé, um sintoma típico da peste. Diante dos olhos atônitos dos presentes, o buboé quebrou, espalhando um forte cheiro de queimado, e apenas a mancha permaneceu no busto, ainda hoje visível para quem vai ao Santuário de San Gennaro em Pozzuoli. Posteriormente, o busto de San Gennaro foi vítima de um ato de vandalismo por piratas sarracenos, que cortaram seu nariz com um golpe de uma cimitarra. Todas as tentativas de restaurar a estátua foram em vão, todos os novos narizes caíram, até que alguns pescadores encontraram o nariz original no mar, que, trazido perto do busto, voou para milagrosamente se reposicionar no rosto do Santo.

A pedra com o sangue de San Gennaro

Na mesma capela que abriga o busto de San Gennaro há também a pedra usada como toco para o seu martírio. Aqui, nos dias que antecedem o aniversário da decapitação, o sangue derramado por São Januário recupera uma cor vermelha rubi viva, que se destaca claramente contra o preto da pedra. A pedra era, na verdade, quase certamente o batente de um altar pagão que remonta a vários séculos antes da morte de São Januário. Análises recentes lançaram dúvidas sobre a veracidade do milagre do Sangue de São Januário, afirmando que as supostas manchas de sangue são feitas de cera e tinta vermelha, mas quanto aos frascos de sangue do Santo guardados na Catedral de Nápoles, nunca foi feita uma negação oficial. Para os napolitanos, San Gennaro é e continua a ser o protetor que os preservou ao longo dos séculos de erupções vulcânicas, terramotos, epidemias e fome. O carinho que têm por este santo não tem medo de provas laboratoriais e dissertações científicas, porque o amor e a fé não estão obrigados a submeter-se de forma alguma às regras da racionalidade.

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Acutis e Frassati: as primeiras canonizações do Papa Leão XIV

Acutis e Frassati: as primeiras canonizações do Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV já escolheu os seus primeiros santos. São Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, duas vidas luminosas para um coração inquieto no dealbar do Terceiro Milénio.

No silêncio vibrante da Basílica de São Pedro, entre cânticos e corações suspensos, dois nomes ecoaram como promessas cumpridas. A 7 de setembro de 2025, o Papa Leão XIV consagrará o seu pontificado com um gesto que é tanto memória como futuro, tanto revolução como raiz: a canonização de São Carlo Acutis e Beato Pier Giorgio Frassati, os “seus” primeiros santos. Duas almas jovens que falam com uma voz profética a um mundo à procura de luz.

Carlo e Pier Giorgio. Dois jovens. Dois séculos. Uma única santidade, com estilos de vida diferentes.
Um fala a língua do digital, o outro, a dos trilhos de montanha. Um evangeliza com o teclado, o outro com um gesto simples, um pão partilhado com quem tem fome. Mas ambos têm o mesmo coração ardente, o mesmo olhar fixo em Cristo, a mesma alegria desconcertante da santidade. Carlo e Pier Giorgio são santos do terceiro milénio: não intimidam, não impõem, mas cativam. Não nos fazem sentir em falta, mas despertam o desejo de algo maior. A sua mensagem é forte e transformadora, como só a juventude consegue ser: é possível ser jovem, apaixonado pela vida, plenamente inserido no mundo de hoje… e ainda assim profundamente santo.

Carlo Acutis

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A 7 de setembro de 2025, com a canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, muitos jovens pelo mundo sentir-se-ão um pouco menos sós.

Com este gesto, o Papa Leão XIV não proclama apenas dois santos, afirma uma visão. Uma Igreja que avança sem perder a memória, que vê beleza na fragilidade e não se refugia em nostalgias, mas procura rostos vivos. Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati tornar-se-ão faróis de um pontificado que deseja falar à geração do TikTok e aos que sobem às montanhas, aos estudantes e aos mais pobres, aos voluntários e aos programadores, aos místicos e aos criativos. Num tempo marcado pelo cansaço e pelo desencanto, estas canonizações são ao mesmo tempo um gesto de ternura e um desafio: ternura para quem procura sentido; desafio para quem se resigna ao mínimo. No dia 7 de setembro, a Igreja não inscreverá apenas dois nomes no seu calendário. Acenderá dois sinais claros e luminosos para uma humanidade em marcha.

Carlo e Pier Giorgio, rezem por nós. E, acima de tudo, fiquem connosco. O mundo precisa da vossa luz.

Pier Giorgio Frassati

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Um Papa para os jovens e para o futuro.

Há gestos que são mais do que decisões. São visões.
O Papa Leão XIV escolheu iniciar o seu caminho como pastor da Igreja com uma celebração que aponta para o futuro, mas enraíza-se em duas vidas já floridas de santidade: Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. Este anúncio, no entanto, não surgiu do nada. Já em novembro de 2024, durante uma das suas últimas audiências, o Papa Francisco, com voz cansada, mas ainda vibrante, aquecera os corações na Praça de São Pedro ao anunciar que os dois jovens seriam canonizados. Um aplauso prolongado ecoou entre as colunas de Bernini como uma onda de alegria a subir até ao céu. Carlo, o rapaz da internet e do terço, seria proclamado santo a 27 de abril, na Festa da Divina Misericórdia, durante o Jubileu dos Adolescentes. Pier Giorgio, o santo das botas enlameadas e do coração elevado, receberia a auréola no final de julho, durante o Jubileu dos Jovens. Contudo, a morte súbita de Francisco, a 21 de abril, adiou tudo. O sonho ficou em suspenso, como ficaram milhares de corações em espera. Sobre Frassati, caiu o silêncio. Nenhum comunicado. Nenhuma referência. Como certos poentes que nunca chegam a noite, a sua canonização parecia ter-se dissipado.

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Até que, como um relâmpago num céu imóvel, chegou o anúncio de Leão XIV. Com uma decisão mais profética do que pragmática, uniu as duas datas numa só celebração, densa de sentido. Não foi para simplificar, mas para selar: dois jovens santos, de épocas e caminhos distintos, proclamados no mesmo dia, irmãos espirituais, sentinelas da mesma aurora. Mais do que uma marca no calendário, é uma declaração de amor a uma Igreja que quer permanecer jovem no coração, na linguagem, na fé. E que encontra em Carlo e Pier Giorgio dois pontos de luz para quem ainda procura Deus nos corredores da escola, nas periferias do mundo ou no silêncio de um pôr-do-sol na montanha.

Não se trata de uma escolha neutra, nem diplomática. É uma tomada de posição. Papa Leão XIV, eleito num conclave marcado por receios e anseios, escolheu começar pela juventude, por dois rostos inquietos e luminosos, por duas vidas breves que deixaram rastos de fogo. Ao unir as canonizações que Francisco tinha planeado separadamente, quis deixar uma mensagem clara: a santidade não é um museu de relíquias, mas uma corrente viva que atravessa gerações. Uma chamada urgente que ressoa hoje, nas salas de aula e nos servidores da rede. Agora, às perguntas “Quando será canonizado Carlo Acutis?” e “Quando será canonizado Pier Giorgio Frassati?”, há uma só resposta: 7 de setembro de 2025, festa da juventude e da santidade encarnada, celebrada numa única e inesquecível liturgia.

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Carlo Acutis: o Santo da Internet e da Eucaristia

Tinha apenas 15 anos quando uma leucemia fulminante o levou. Mas Carlo Acutis, nascido em Londres, criado em Milão, já traçara o seu caminho para o céu, deixando atrás de si não só dor, mas uma esteira de graça. O que fez Carlo Acutis para ser santo? Amou. Com intensidade. Com simplicidade. Com criatividade.

Fez da Eucaristia o centro da sua vida, “a minha autoestrada para o céu”, dizia. E da informática, o seu púlpito. Criou uma exposição sobre milagres eucarísticos que percorreu o mundo e tocou até os mais distantes da fé. Não pregava: contava histórias. Usava os códigos e as imagens do seu tempo para anunciar o eterno. Os milagres de Carlo não são apenas os oficialmente reconhecidos, como a cura do pequeno Matheus no Brasil. São também os invisíveis, os silenciosos, os diários. Quantos adolescentes se reaproximaram dos sacramentos por sua causa? Quantas conversões nasceram de um vídeo, de uma imagem, de uma simples frase? Sobretudo, Carlo mostrou que a santidade está ao alcance de todos. Que é possível ir à escola, gostar de videojogos, ter amigos, fazer voluntariado… e, ao mesmo tempo, caminhar em passo largo para o céu. Hoje repousa em Assis, no Santuário da Despossessão. E dali continua a falar, com doçura e força, aos jovens do nosso tempo.

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Pier Giorgio Frassati: o Santo que descia das montanhas para servir

Cem anos antes de Carlo, outro jovem morria cedo demais. Era Pier Giorgio Frassati: natural de Turim, filho de senadores, estudante de engenharia, apaixonado pelas montanhas e, acima de tudo, amigo incansável dos pobres. Desde que foi beatificado por João Paulo II, em 1990, que a pergunta ecoava pelos corredores do Vaticano e pelos corações dos seus devotos: “Quando será canonizado Pier Giorgio Frassati?”

Agora temos uma resposta escrita com letras solenes: 7 de setembro de 2025, ao lado de Carlo.

Pier Giorgio será santo porque fez da caridade o seu desporto radical. Descia dos cumes para levar medicamentos, roupa, consolo. Entrava em barracas, becos, enfermarias. Sempre sem alarde, sem pose, sem discurso. Era um jovem alegre, cheio de vida, comprometido com os últimos. Membro da Ação Católica, dos Vicentinos, dominicano da Ordem Terceira. Rezava, caminhava, sorria. Escrevia cartas apaixonantes, emocionava-se diante de um ícone, tomava posições firmes contra o fascismo e a injustiça.

Morreu em 1925, com apenas 24 anos, vítima de uma poliomielite contraída numa das suas visitas aos doentes. Foi João Paulo II quem o beatificou, em 1990, chamando-o de “o homem das bem-aventuranças”. Agora, finalmente, será proclamado santo por uma Igreja que precisa de profetas do quotidiano e revolucionários da ternura. A pergunta “Quando será canonizado Pier Giorgio Frassati?” deixará de ser uma inquietação. Será, enfim, um dia de festa.

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Papa Leão XIV: tudo o que precisa de saber sobre o novo Pontífice

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O que acontece quando falece um Papa: todas as etapas desde o falecimento até à eleição do sucessor

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A morte de um Papa: o que acontece entre o falecimento e a eleição do sucessor

A morte de um Papa nunca é um acontecimento banal, nem um simples adeus. Em dois mil anos de história da Igreja, nunca o foi.

Quando um Pontífice morre, não morre apenas uma pessoa, encerra-se toda uma era espiritual, pastoral, política e humana. Silencia-se uma voz que guiou milhões de fiéis, que rezou, falou, sofreu e perdoou. Fecha-se uma porta, mas abre-se um tempo único: solene, contido, profundamente simbólico, a chamada Sede Vacante. Os sinos dobram não só por luto, mas também para lembrar que, naquele momento, a Igreja está sem pastor. Órfã, sim, mas não perdida. Porque cada gesto, cada palavra e cada silêncio já estão inscritos numa liturgia milenar que orienta o caminho até à escolha do novo Papa. O tempo abranda, quase congela. Mas a Igreja, essa, continua a mover-se, sustentada pelo peso da sua história e pela força da sua fé. Inicia-se um processo rigoroso, recido de rituais antigos, sinais carregados de sentido e decisões cruciais.

Por detrás dos muros do Vaticano, move-se uma máquina ritual feita de segredos e de símbolos, onde a espiritualidade se entrelaça com a história, a dor com a responsabilidade. Desde o momento em que a morte é oficialmente confirmada até ao anúncio do novo Pontífice com o famoso Habemus Papam, a Igreja atravessa um tempo de passagem, onde luto e esperança andam de mãos dadas.

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Mas afinal, o que acontece, exatamente, entre o falecimento de um Papa e a eleição do seu sucessor? Quem assume o comando? Quem prepara a transição? E como se decide quando é altura de seguir em frente?

Vamos percorrer esse caminho, passo a passo, cada momento marcado por um ritual que entrelaça fé, luto e responsabilidade.

O papel do Camarlengo

No coração do Vaticano, mal o Papa fecha os olhos ao mundo, aproxima-se um homem do seu leito. É o Camarlengo, guardião da transição entre um pontificado e o seguinte. Um nome antigo, com ecos de romance medieval, que ainda hoje concentra uma das responsabilidades mais delicadas e simbólicas da Igreja Católica.

O Camarlengo, atualmente o cardeal Kevin Joseph Farrell, é o zelador do tempo intermédio: tempo em que a Igreja está sem pastor, mas não sem ordem. A sua missão começa com um gesto carregado de significado: verificar oficialmente a morte do Papa. Se outrora o fazia chamando-o três vezes pelo nome e declarando em latim “Vere Papa mortuus est”, hoje essa confirmação é confiada a um médico. Mas a solenidade do momento permanece intacta.

Uma vez confirmado o falecimento, o Camarlengo entra simbolicamente em cena. Lacra os aposentos papais, suspende toda a comunicação oficial do Vaticano e assume a guarda da Sé Apostólica vacante. Mas é através de um objeto específico que a sua autoridade se manifesta plenamente: o Anel do Pescador. O Anel do Pescador, Anulus Piscatoris, é o selo pessoal do Papa, usado no dedo anelar da mão direita. Nele, estão gravados o nome do Pontífice e a imagem de São Pedro a pescar, símbolo da missão apostólica: ser “pescador de homens”.

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Com a morte do Papa, o anel deve ser destruído ou inutilizado. Cabe ao Camarlengo realizar esse rito diante dos cardeais: parte-o ou grava nele dois sulcos em forma de cruz, impedindo que alguém o use para falsificar documentos ou usurpar a autoridade do Pontífice falecido. É um gesto simples, mas carregado de significado. Como se dissesse, sem palavras:

“Este pontificado terminou. Ninguém mais pode falar em seu nome.”

Mas não se parte apenas um objeto. Parte-se o fim tangível de uma era, gravado no metal. Um fechar que, paradoxalmente, abre caminho a um novo começo. Depois desse gesto, o mundo percebe que a Igreja está prestes a virar a página, enquanto o Camarlengo, silencioso e vigilante, mantém a guarda da espera.

Após a morte do Papa e a entrada oficial do Camarlengo na gestão da Sé Vacante, o Papa não fica sozinho. A Igreja, com a sabedoria de séculos, previu que cada passo seja vigiado por múltiplos olhos, corações e consciências. Por isso, entre os cardeais já chegados ao Vaticano para o futuro Conclave, são sorteados três assistentes: um bispo, um presbítero e um diácono, um de cada ordem eclesiástica. Juntos ao Camarlengo, formam a chamada Congregação Particular, um pequeno colégio que o acompanha nas decisões do dia a dia e vigia a administração ordinária da Igreja durante a sede vacante. É uma garantia de equilíbrio e transparência, num momento em que o trono de Pedro está vazio e toda a Igreja aguarda.

O funeral do Papa

Quando um Papa morre, não fala só a voz da Igreja. Falam também os seus gestos, os seus silêncios ritualizados. E um dos mais eloquentes acontece diante de milhões de olhos, mas num ambiente que permanece profundamente íntimo. É então que, no coração da Praça de São Pedro, o grande portal de bronze, o que dá acesso aos escritórios da Cúria Vaticana, é fechado apenas pela metade. Uma porta permanece entreaberta, a outra, firmemente trancada. Não é descuido, é mensagem. A Igreja está viva, sim, mas ferida. Continua a caminhar, porém sem o seu pastor a guiar-lhe os passos.

Ao mesmo tempo, os sinos da Basílica ressoam com ritmo cadenciado, grave e solene, nada parecido com o alarido das grandes celebrações. É um toque lento e constante, como o pulsar de um coração que desacelera. O som atravessa Roma e ecoa pelo mundo. Quem o escuta sabe: o Papa morreu. Esse gesto simples, mas poderoso, marca o começo visível da Sé Vacante. A partir daí, tudo muda, mas tudo já tem um caminho traçado. O tempo da Igreja transforma-se em memória, oração e espera.

St. Peter's Basilica

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Começa então o tempo do luto, mas a Igreja nunca fica vazia: está em espera. O corpo do Papa é preparado, vestido com paramentos sagrados, mitra branca, casula vermelha, e colocado numa urna de madeira e zinco, com o rosto visível para que os fiéis possam prestar a última homenagem. Tradicionalmente, o corpo era exposto sem urna, mas o Papa Francisco quis simplificar o rito, pedindo dignidade sem ostentação: menos pompa, mais essência. Reviu os textos litúrgicos, encurtou as cerimônias, devolvendo à morte do Papa uma dimensão mais humana e espiritual.

O luto dura nove dias, os Novendiais, durante os quais os cardeais celebram missas diárias em sufrágio. São três os momentos solenes deste tempo: a constatação do falecimento, a exposição pública e o sepultamento. Este último ocorre quase sempre nas Grutas Vaticanas, sob a Basílica de São Pedro, junto aos predecessores, naquela terra silenciosa onde repousa a história da Igreja.

a mitra

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A exceção de Francisco: a escolha de Santa Maria Maior

O Papa Francisco não quis descansar entre os mármores solenes das Grutas Vaticanas.

Escolheu a terra.

Escolheu a simplicidade.

E escolheu, como tantas vezes durante o seu pontificado, quebrar a tradição com um gesto de poderosa coerência.

No testamento escrito em 2022, Jorge Mario Bergoglio deixou claro: nada de monumentos, nada de inscrições pomposas. Apenas um simples loculo na Basílica de Santa Maria Maior, com uma palavra gravada: Franciscus. Nada mais. Uma sepultura na terra, sem ornamentos. Uma mensagem final que fala mais do que mil homilias. Mas esta escolha não é só estilística. É profundamente espiritual.

Santa Maria Maior é o coração mariano de Roma, a casa da Salus Populi Romani, o ícone ao qual Francisco confiou cada passo do seu pontificado. Reunia-se ali em silêncio, antes e depois de cada viagem apostólica, sempre sem anúncios, sem alarido. Era o seu refúgio da alma.

Há também uma ligação profunda com as suas raízes jesuítas: foi nessa mesma basílica que Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, celebrou a sua primeira missa em 1538, após receber a aprovação papal. Francisco, primeiro Papa jesuíta da história, quis regressar ali.

E depois há a sobriedade, marca inconfundível do seu estilo. Mesmo na morte, Francisco quis despir-se do poder para permanecer homem entre os homens. O seu túmulo é o túmulo de um pastor. Nenhuma estátua, nenhuma cripta dourada. Apenas terra.

Esta decisão teve consequências concretas no protocolo funerário.

Francisco determinou a exposição direta do corpo na urna, no interior da Capela Sistina, sem o tradicional estrado elevado, e uma liturgia essencial, com textos revistos e ritos simplificados, para devolver centralidade ao silêncio e à oração.

As despesas da sepultura não foram cobertas pelo Estado do Vaticano, mas por um benfeitor anónimo, conforme pedido do próprio Francisco. Um último gesto de humildade, que toca o coração dos simples.

O Conclave e a eleição do novo Papa

Enquanto isso, a portas fechadas, os cardeais preparam-se para escolher o sucessor de Pedro. O Conclave inicia-se entre o 15.º e o 20.º dia após a morte do Papa, salvo raras exceções. Realiza-se na Capela Sistina, um lugar carregado de arte e do Espírito Santo, onde apenas os cardeais eleitores podem entrar. Votam por escrutínio secreto. Cada voto é queimado numa estufa com aditivos químicos.

O fumo negro que sobe ao céu anuncia ao mundo que ainda não há acordo. Mas quando sai fumo branco, é como se o céu respondesse: foi escolhido o novo Papa.

Basilica of St. Peter. Vatican City

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O nome do eleito é comunicado à multidão à espera com a fórmula histórica:

“Annuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam.”

É o momento em que o rosto de um homem surge na varanda da Basílica de São Pedro, vestido de branco, e o mundo inteiro prende a respiração. Começa um novo pontificado. E com ele, uma nova página na história da Igreja.