Autor: Redazione

Os pastores do presépio napolitano do século XVIII: descobrindo esta arte de natividade

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2 de novembro: Dia dos Finados

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Os milagres: o que são e como se classificam

Os milagres: o que são e como se classificam

Curas e exorcismos, aparições, domínio sobre a natureza e até a ressurreição dos mortos. Jesus e os seus milagres, um legado de História e Fé, sempre atual

Para a Igreja Católica, os milagres existem. Aliás, os milagres atribuídos a Jesus e narrados nos Evangelhos canónicos são considerados factos históricos. Fizemos uma distinção consciente entre os Evangelhos Canónicos e os Evangelhos Apócrifos, pois, embora nestes últimos os milagres sejam ainda mais numerosos e espetaculares, carecem de veracidade histórica, e, por isso, não são reconhecidos. Frequentemente, ao falar dos Evangelhos Apócrifos, deparamo-nos com uma dimensão mais lendária e maravilhosa dos episódios da vida de Jesus e daqueles que com Ele privaram. Inevitavelmente, também os milagres aí descritos se transformam em autênticos atos de magia e prodígio, narrados mais para maravilhar e captar a atenção do que para despertar uma Fé autêntica.

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Os milagres reconhecidos pela Igreja são, portanto, relatos históricos, ainda que interpretados de uma perspetiva teológica, ou, para alguns biblistas, de forma alegórica, mas, em qualquer caso, sinais evidentes da identidade de Jesus e da sua missão. O Catecismo (Catecismo da Igreja Católica n.os 547-550) apresenta-os como testemunho de que Ele é o Filho de Deus, como apelo à fé n’Ele, e reconhece a sua eficácia em fortalecer e consolidar a Fé. De forma particular, os Milagres Eucarísticos são acontecimentos sobrenaturais através dos quais Deus confirma a presença real do Corpo e Sangue de Cristo na Eucaristia, sustentando e renovando a fé dos crentes.

De modo geral, um milagre é qualquer acontecimento que não pode ser explicado por causas naturais, mas justificado pela intervenção divina. Afinal, só na vontade e no poder de Deus está a capacidade de alterar a ordem natural das coisas, uma vez que foi Ele quem as criou e estabeleceu. Por isso, a subversão das leis naturais é um privilégio exclusivo Seu. É precisamente por esta razão que a Igreja considera fundamental reconhecer e regulamentar o que verdadeiramente constitui um milagre, quais são autênticos e quais são falsos, nascidos de intenções enganosas ou simples sugestões.

O que são milagres?

No Novo Testamento, os milagres são uma exclusividade de Jesus. É Ele quem os realiza, em virtude da sua natureza divina, sem necessidade de consultar o Pai. No entanto, Ele possui a vontade e a capacidade de conferir aos discípulos o poder de fazer milagres. Os milagres de Jesus são sempre motivados pela vontade de fazer o bem, em alguns casos para suscitar a fé, noutros para fortalecê-la, mas nunca gratuitos ou concebidos apenas para impressionar ou maravilhar, muito menos para convencer os céticos.

Os milagres realizados por Jesus podem ser classificados em três categorias principais:

  • Milagres sobre a natureza;
  • Milagres de cura, exorcismos e ressurreição;
  • Epifanias ou aparições: a transfiguração e as aparições pós-pascais.

Os milagres sobre a natureza são aqueles em que Jesus revela a sua capacidade de dominar as forças naturais e de subverter as suas leis. Pense-se, por exemplo, na tempestade acalmada no lago (Mateus 8,23-27; Marcos 4,35-41; Lucas 8,22-25), assim como na multiplicação dos pães e dos peixes (Mateus 14,13-21), ou ainda na transformação da água em vinho (João 2,1-11).

Os milagres de cura constituem a maior parte dos milagres atribuídos a Jesus, provavelmente porque quem sofre com doença ou deficiência é, por natureza, quem clama mais intensamente por um milagre. Jesus curava tanto males físicos como mentais, e também libertava as pessoas da possessão demoníaca, impondo as mãos, pronunciando palavras específicas, ou usando elementos como saliva e lama. Exemplos notáveis incluem a cura da mulher com hemorragia (Mateus 9,20-22), o surdo-mudo que voltou a falar (Marcos 7,31-37) e o cego de Jericó que recuperou a visão (Marcos 8,22-26). Jesus também conferiu aos Doze Apóstolos o poder de expulsar demónios e curar enfermidades (Mateus 10,1). Quanto aos exorcismos, destaca-se o episódio do homem possuído por muitos demónios na região dos Gerasenos, que se identificou como Legião (Lucas 8,26-39). Por fim, nos Evangelhos canónicos encontramos três relatos de ressurreição: a filha de Jairo (Marcos 5,21-43), o filho da viúva de Naim (Lucas 7,11-17) e o mais famoso, a ressurreição de Lázaro (João 11,1-44).

Nas epifanias e aparições, destacam-se aquelas de Jesus após a Ressurreição, bem como a que iluminou São Paulo no caminho para Damasco.

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Os milagres na Bíbilia

Os milagres no Antigo Testamento, juntamente com as profecias, são a prova incontestável da existência de Deus e do Seu desígnio divino. Os acontecimentos prodigiosos ali narrados nunca são fruto da ação direta dos homens, mas manifestações da vontade de Deus, manifestada através daqueles que escolhe, profetas ou taumaturgos, para cumprir um propósito específico. Não se trata de meras exibições de poder ou de magia vazia, mas de sinais eloquentes da benevolência ou da ira divina, testemunhos inconfundíveis da omnipotência de Deus.

Um dos termos mais frequentes no Antigo Testamento para designar um milagre é σημείον (semeíon), que significa “sinal”. Contudo, esta definição é demasiado ampla, pois pode referir-se também a acontecimentos naturais que nem sempre se podem atribuir diretamente a Deus. Por outro lado, o termo grego τέρας (téras), que traduz “prodígio”, é frequentemente usado com uma conotação negativa, indicando antes uma punição divina imposta aos homens.

Resumindo, estes são os quatro termos gregos usados nas Sagradas Escrituras para designar milagres:

  • Semeíon, “sinal”: um sinal claro do intervencionismo ou da presença divina.
  • Taumata, “milagres”: prodígios, acontecimentos que causam admiração e espanto.
  • Dynameis, “potências”: feitos atribuídos a um poder sobrenatural ou divino.
  • Érga, “obras”: ações de Jesus, dos seus discípulos ou dos santos.

Entre os milagres mais conhecidos do Antigo Testamento, destaca-se o Dilúvio Universal (Génesis 6-9), possivelmente inspirado numa narrativa semelhante da Epopeia Suméria de Gilgamesh, que, por sua vez, poderá ter raízes numa hipotética inundação do Mar Negro ocorrida por volta de 5600 a.C. Outro episódio marcante é a saída dos hebreus do Egito, descrita no Êxodo, onde se sucedem numerosos milagres: desde as Dez Pragas que assolam o Egito, ao maná que caiu do céu, até à célebre separação das águas do Mar Vermelho.

De um modo geral, no Antigo Testamento, os milagres não são prodígios vazios ou magias sem propósito, mas eventos extraordinários desejados por Deus como prova da Sua Potência, ou do poder conferido àqueles que agem em Seu nome (como, por exemplo, Moisés).

O primeiro milagre de Jesus

O primeiro milagre atribuído a Jesus, logo no início da sua missão, é o das Bodas de Caná, narrado pelo evangelista João (João 2,1-12). Neste episódio emblemático, Jesus, acompanhado por alguns discípulos e por Maria, Sua mãe, participa numa celebração matrimonial em Caná da Galileia. Quando o vinho acaba, Maria dirige-se ao Filho, pedindo-lhe que intervenha. Em resposta, Jesus ordena que encham seis talhas com água, que depois transforma em vinho.

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Este episódio não é apenas o momento simbólico da instituição do Sacramento do matrimónio por Jesus, mas também o primeiro dos chamados Sete Sinais, os sete milagres que, no Evangelho de João, narram o caminho que Jesus percorre para revelar aos discípulos o Seu poder e a Sua missão, antes da Última Ceia, da Paixão e da morte. Por conseguinte, este milagre, impulsionado pela intercessão da Virgem Maria, marca o início oficial da missão de Jesus, que culminará na Paixão e Morte.

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A Ordem Templária não existe mais, mas permanece presente na história graças aos símbolos esotéricos templários associados a ela. Vamos descobrir o que eles são e o que significam.

Entre as várias ordens religiosas cavalheirescas ligadas à Igreja Católica, a dos Templários é uma das mais conhecidas. Embora hoje já não existam, durante a Idade Média os Templários desempenharam um papel fundamental na protecção dos peregrinos que viajavam do Ocidente para Jerusalém.

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O interior da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém

A Ordem foi fundada em 1120, com a aprovação do Rei de Jerusalém Balduíno II da milícia dos Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão. Os fundadores foram Hugues de Payns e Godfrey de Saint-Omer. Pensa-se que os dois cavaleiros já faziam parte dos Milites Sancti Sepulcri, nome latino usado para indicar os membros da Ordem dos Cavaleiros do Santo Sepulcro, leigos delegados à defesa dos religiosos aos cuidados do Santo Sepulcro em Jerusalém. Os templários obtiveram a aprovação papal em 1139 com a bula papal Omne datum Optimum. A Ordem tinha uma regra e hierarquia claras, era caracterizada pelos seus costumes e estilo de vida e esteve envolvida em alguns eventos e batalhas bem conhecidos durante os séculos das Cruzadas. A sua história e dedicação à defesa do cristianismo reflecte-se nos símbolos templários que os representam.

Selo templário

A imagem mais recorrente no selo templário representa dois soldados a cavalo, armados com lanças e escudos. Do ponto de vista simbólico, as duas figuras representam o dualismo universal: a dupla coexistência de cristãos e muçulmanos na Terra Santa, a dupla identidade da ordem – os Templários eram monges e guerreiros – e em geral a dupla natureza, corporal e espiritual, do homem. Algumas interpretações vêem um cavaleiro a lutar e outro a olhar por cima do ombro do seu companheiro para o proteger. Os dois cavaleiros remontam frequentemente aos próprios fundadores da Ordem, Hugues de Payns e Godfrey de Saint-Omer.

Cruz templária

O símbolo templário que é mais facilmente ligado à Ordem é a cruz vermelha. Embora seja fácil ver imagens do selo num anel templário, a cruz caracteriza as vestes e os escudos dos cavaleiros. Também é usado na bandeira dos Templários. Embora nunca tenha sido claro qual era a forma “oficial” da cruz templária – é representada como uma cruz grega, ancorada ou com jóias – a cor vermelha é a sua principal característica. É provável que tenha sido derivada da cruz da Ordem do Santo Sepulcro, a cruz de Jerusalém, levada ainda hoje pelos Cavaleiros do Santo Sepulcro que, ao contrário dos Templários, ainda existem.

 

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7 de outubro: festa da Nossa Senhora do Rosário

7 de outubro: festa da Nossa Senhora do Rosário

A nossa Senhora do Rosário é celebrada a 7 de outubro. Nascida do recordar de uma vitória militar cristã, esta festa tornou-se um momento central no culto à Virgem e na prática do Rosário

Outubro é o mês do Rosário, e é impossível falar dele sem nos determos na figura da Virgem Maria, símbolo e inspiração desta devoção tão querida. Foi ela própria quem, em 1208, entregou o primeiro Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem Dominicana, indicando-o como a arma mais poderosa contra as heresias e como instrumento de fé e conversão pacífica.

Com o passar dos séculos, a Nossa Senhora do Rosário tornou-se uma das representações mais frequentes da Virgem Maria, especialmente após a Contrarreforma. A aparição a São Domingos deu origem ao culto a Nossa Senhora do Rosário, celebrado pela Igreja a 7 de outubro, data que recorda a Batalha de Lepanto, ocorrida em 1571, quando a frota da Liga Santa triunfou sobre o Império Otomano.

São Domingos de Gusmão e a entrega do Rosário

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A iconografia da Virgem Maria do Rosário é igualmente inconfundível: envolta numa veste azul-celeste radiante, segura uma coroa do Rosário, frequentemente acolhe nos braços o Menino Jesus. Maria surge, então, acompanhada por São Domingos de Gusmão e Santa Catarina de Sena.

Um dos principais centros de culto à Virgem do Rosário é o Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário de Pompeia, onde todos os anos milhões de fiéis de todo o mundo peregrinam para rezar à Senhora e implorar a sua intervenção por uma graça. A primeira pedra do Santuário foi lançada a 8 de maio de 1876, data em que é tradicionalmente recitada a Súplica, oração escrita por Bartolo Longo como expressão de amor e devoção à Virgem do Rosário de Pompeia. A mesma Súplica é também recitada a 7 de outubro, dia em que se celebra a festa da Virgem do Rosário.

Da Senhora da Vitória à Virgem do Rosário

A festa da Virgem do Rosário, celebrada a 7 de outubro, é, na verdade, uma evolução da antiga festa da Senhora da Vitória, instituída pelo Papa Pio V exatamente nesse dia, em memória da decisiva vitória da Liga Santa, composta por Veneza, Espanha e o Estado Pontifício, contra o Império Otomano. A batalha ocorreu a 7 de outubro de 1571, e, segundo a tradição, foi o próprio Papa Pio V que recomendou a todas as forças cristãs que rezassem o Rosário antes do confronto.

Convicto do poder da oração, Pio V mandou tocar as campanas em júbilo ainda antes do término da batalha, anunciando a vitória cristã com antecipação. De facto, os cristãos saíram vencedores, atribuindo o triunfo à intercessão amorosa da Virgem Maria. Desde então, o dia 7 de outubro ficou consagrado a Nossa Senhora da Vitória. Foi o seu sucessor, o Papa Gregório XIII, que alterou a denominação para Nossa Senhora do Rosário, ou simplesmente Virgem do Rosário, dando origem à devoção que conhecemos hoje.

 

Os Santos sob a Virgem do Rosário

Já mencionámos que, na iconografia sacra, a Virgem do Rosário é frequentemente representada entre São Domingos de Gusmão e Santa Catarina de Sena, padroeira de Itália e uma das místicas visionárias mais célebres da história, igualmente ligada à Ordem Dominicana por pertencer ao Terciárias Dominicanas, conhecidas como as Irmãs da Penitência de São Domingos.

São Domingos de Gusmão, o santo apaixonado por Cristo, foi o fundador dos frades dominicanos. Firme opositor das heresias da época, recebeu da Virgem o poder para combatê-las com a arma do Rosário, dividindo a sua vida entre a pregação e a oração. Dizia-se dele que era “tão terno como uma mãe, e forte como um diamante”.

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A presença destes dois santos ao lado de Maria deve-se à importância que a Ordem Dominicana teve, desde os primórdios, na difusão do culto à Virgem do Rosário. Uma das representações mais famosas é a tela atribuída a Luca Giordano, guardada na Basílica da Beata Virgem do Rosário em Pompeia. Neste quadro, a Virgem segura o Menino Jesus ao colo, que, por sua vez, oferece um Rosário a São Domingos, enquanto Maria entrega outro a Santa Catarina.

 

A iconografia da Virgem do Rosário tem raízes na da Virgem da Cintola (Cinto de Tomé), que a precede. Este culto remete-se a um episódio em que São Tomás, incrédulo sobre a Assunção de Maria, pediu para abrir o seu túmulo, encontrando apenas o cinto do seu vestido. Esta Sagrada Cintola, ou Cinto Sagrado, é conservada como relíquia preciosa em Prato, na Catedral. Todos os anos, no dia 8 de setembro, data em que a tradição celebra o nascimento de Maria, o cinto é exposto solenemente.

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A Senhora de Pompeia

O beato Bartolo Longo não foi apenas o autor da célebre súplica à Senhora de Pompeia, mas também um ardoroso propagador da devoção ao Rosário. Natural da Apúlia, viveu na segunda metade do século XIX e exerceu, durante largos anos, a advocacia, sustentando ideias anticlericais e deixando-se atrair pelo espiritismo. A sua conversão, porém, haveria de chegar mais tarde, conduzindo-o à fé e à entrada no Terceiro Ordem de São Domingos. Desposou a condessa Marianna Farnararo De Fusco, abastada viúva de cuja fortuna se tornara administrador e de cujos filhos foi preceptor. Certa vez, ao percorrer as propriedades da esposa nos arredores de Pompeia, ouviu uma voz misteriosa que lhe ordenava difundir o Rosário como caminho para a Salvação. Inspirado por este chamamento, Bartolo dedicou-se de corpo e alma à pregação da devoção ao Santo Rosário de Nossa Senhora de Pompeia. Foi também ele quem resgatou a tela da Madonna do Rosário, atribuída a Luca Giordano, oferecida por irmã Maria Concetta de Litala, e à qual se associaram numerosos milagres e um reconhecido poder taumaturgo. Esta mesma imagem permitiu-lhe reunir os fundos necessários para erguer o Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário de Pompeia. Com o passar dos anos, três Papas do nosso tempo ajoelharam-se diante de Nossa Senhora neste mesmo Santuário: São João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

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Também São Pio de Pietrelcina nutria uma profunda devoção por Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia, a cujo Santuário peregrinou, pelo menos, três vezes ao longo da vida. Nos derradeiros dias da sua existência, um devoto ofereceu-lhe rosas vermelhas; ele, com ternura filial, pediu que uma delas fosse levada como oferta à Senhora de Pompeia. O pedido foi cumprido e, de forma que muitos consideraram prodigiosa, aquela rosa permaneceu intacta e em botão durante muito tempo, mesmo após a morte de Padre Pio.

 

Oração contra a depressão em Nossa Senhora do Sorriso

Oração contra a depressão em Nossa Senhora do Sorriso

Como surgiu a oração contra a depressão e quem foi o primeiro a manifestar a sua devoção a Nossa Senhora do Sorriso? Algumas devoções surgem da experiência pessoal daqueles que, atormentados por alguma dor, encontraram conforto e consolo em Jesus ou na doce imagem de…

Sete arcanjos: porque é que veneramos apenas três?

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Os Santuários de São Miguel Arcanjo: destinos de peregrinação a serem descobertos

Os Santuários de São Miguel Arcanjo: destinos de peregrinação a serem descobertos

Com suas aparições e santuários, São Miguel Arcanjo ainda hoje fascina: descobrimos neste artigo o mistério da Sagrada Linha de São Miguel Arcanjo

A História de São Miguel Arcanjo

A devoção a São Miguel Arcanjo tem séculos de história. Em particular, o santo Arcanjo – que já mencionamos em outros artigos – é lembrado por ser o guerreiro de Deus, aquele que vence o pecado e empunha a espada da justiça divina. Ele é frequentemente retratado com uma espada ou lança na mão, com a intenção de matar o dragão, símbolo do Diabo. Juntamente com os Arcanjos Gabriel e Rafael, ele é lembrado no dia 29 de Setembro.

Arcanjos

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São Miguel Arcanjo: aparições sobre o Gargano

São Miguel é conhecido por suas aparições no Gargano, que relatamos em um artigo em nosso blog. Depois das aparições e das histórias a elas ligadas, a fé popular na sua intercessão cresceu nos lugares onde ele se manifestava e mais além. Em particular, na Itália, o santuário de Monte Sant’Angelo, em Apúlia, foi construído na gruta onde o Arcanjo se mostrou.

A Festa de São Miguel Arcanjo

Em Monte Sant’Angelo, a festa do santo padroeiro São Miguel, no dia 29 de Setembro, está cheia de eventos. Em particular, a procissão da Sagrada Espada de São Miguel é um acontecimento evocativo e emocionante, o único dia do ano em que a espada do santo deixa a Basílica. Nos dias que antecedem a festa, realiza-se a procissão histórica das aparições de São Miguel Arcanjo: os jovens encenam as aparições de São Miguel.

St. Michael the Archangel statue on kiosk, Crimea

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A Sagrada Linha de São Miguel: 7 santuários unidos por uma linha

Nem todos sabem que entre a Europa e o Oriente Médio existem sete santuários dedicados ao santo Arcanjo Miguel. Cada um destes santuários está ligado à devoção a São Miguel. Muitas vezes estão em lugares significativos ou, como no Monte Sant’Angelo da Apúlia, onde o santo se manifestou com aparições e milagres. Mas o mais misterioso e incrível é que estes 7 santuários estão localizados, como os corvos voam, em uma linha reta que os liga precisamente: a Linha Sagrada de São Miguel Arcanjo.

O Mosteiro dos Skelling

O Mosteiro Skelling, na ilha chamada Skelling Michael, é um lugar único. A ilha de Skelling Michael, também conhecida como Skelling Rock ou Great Skelling, é uma formação natural muito interessante que teve a sua origem há milhões de anos e manteve a sua característica aparência rugosa e selvagem. A data da fundação do mosteiro não foi determinada com certeza, mas é provável que tenha sido construído antes do século VIII. Hoje, pode-se admirar as suas ruínas e a extraordinária organização do espaço, adaptado ao meio envolvente. Faz parte do Património Mundial da UNESCO desde 1996.Skellig monastero

Abadia de St. Michael’s Mount

St. Michael’s Mount é uma ilha na Cornualha. Aqui se diz que o Arcanjo Miguel apareceu no século V e os Beneditinos fundaram uma abadia em sua honra. As lendas também contam várias aparições de São Miguel a marinheiros e pescadores, guiados pelo santo a portos seguros ou avisados de algum perigo no mar. A ilha é uma ilha de maré baixa: quando a maré está baixa, pode ser alcançada a pé, caminhando em terreno seco; quando a maré sobe, a ilha está completamente cercada e só pode ser alcançada pelo mar. Hoje, apenas a igreja e o refeitório permanecem da abadia: durante o século XVI, foi substituída por uma fortaleza que ainda hoje pode ser admirada.St Michaels Mount cornovaglia

A Abadia de Mont Saint-Michel

Existe uma semelhança interessante entre St. Michael’s Mount e Mont Saint-Michel na Normandia, França. Esta é também uma ilha de maré e abriga o terceiro santuário da Linha Sagrada: a Abadia de Mont-Saint-Michel. Segundo a lenda, em 709 o Arcanjo São Miguel apareceu ao bispo de Avranches e pediu que fosse construída uma igreja sobre a rocha em sua honra. O bispo relutante começou a construir em outro local mais hospitaleiro, mas São Miguel o convenceu queimando seu crânio com o dedo. O crânio do bispo, perfurado, é preservado na catedral de Avranches. A abadia passou por muitas vicissitudes e tornou-se um importante destino de peregrinação.mont saint michel

Lonely Pilgrim with backpack walking the Camino de Santiago in Spain, Way of St James

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A Sacra de São Miguel

A Sacra di San Michele está localizada no Piemonte, não muito longe de Turim. Uma guarnição militar existia aqui na época romana; por volta do século VI, o culto de São Miguel espalhou-se e provavelmente foi construída uma pequena igreja. O conjunto arquitectónico actual é datado do final do século X. Mais uma vez, a história é conduzida por uma aparição do Arcanjo, desta vez ao arcebispo de Ravenna John Vincent. O santo pediu a mesma coisa: que ali fosse erigido um santuário dedicado a ele. Diz-se que os próprios anjos consagraram a capela: os cidadãos viram-na, uma noite, envolta num fogo misterioso.Sacra di san Michele

O Santuário de São Miguel Arcanjo em Monte Sant’Angelo

Já falamos sobre o Santuário de São Miguel Arcanjo em Monte Sant’Angelo, Apúlia, neste artigo e outros. O desenvolvimento da devoção a São Miguel e ao primeiro santuário é datado do final do século V. Numerosas intervenções e intercessões de São Miguel estão ligadas a este santuário: o santo interveio tanto para defender a população em guerra contra os invasores como para expulsar a peste quando ela afligia as zonas do sul da Itália. Muitos papas, soberanos, nobres e santos – incluindo São Francisco de Assis, João XXIII e João Paulo II – têm visitado o santuário como peregrinos.Monte SantAngelo

O Mosteiro de São Miguel Arcanjo de Panormitis

O sexto lugar na Linha Sagrada é o mosteiro ortodoxo grego de São Miguel Arcanjo em Panormitis, na ilha grega de Simi, no arquipélago de Dodecaneso. Um templo dedicado ao deus Apolo estava lá uma vez. O mosteiro não tem data certa de construção, mas provavelmente remonta ao século V. A igreja de São Miguel abriga muitos ícones, incluindo um ícone de dois metros de altura do Arcanjo Miguel coberto de folhas de prata. Diz a lenda que o ícone apareceu lá milagrosamente e, uma vez removido, foi encontrado no seu lugar novamente.Panormitis grecia

O mosteiro Stella Maris no Monte Carmelo

O lugar que fecha a Linha Sagrada de São Miguel Arcanjo é o mosteiro carmelita de Stella Maris, localizado no Monte Carmelo, em Haifa, Israel. Este lugar tem sido um lugar de culto cristão desde tempos imemoriais: o Monte Carmelo é considerado o lugar onde o profeta Elias viveu e desafiou os profetas de Baal. Embora o mosteiro hoje seja dedicado a Maria, a primeira fundação, datada da época bizantina, foi dedicada a São Miguel Arcanjo.Monasterio de Stella Maris Haifa Israel

A Caverna de São Miguel Arcanjo

Todos os lugares que mencionamos são maravilhas em termos de significado religioso, artístico e natural. A caverna de São Miguel, na qual se ergue o santuário de Monte Sant’Angelo, foi reconhecida em 2014 pela National Geographic Society como uma das mais belas cavernas sagradas do mundo. A caverna desempenhou um papel central nas aparições do Arcanjo e hoje abriga a estátua do santo.