Autor: Redazione

10 capas litúrgicas para a sua igreja

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Porque é que Jesus na cruz é um símbolo tão importante para os católicos?

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Registros paroquiais: o que eles são e para que servem

Registros paroquiais: o que eles são e para que servem

Os registros paroquiais são documentos insubstituíveis para reconstruir a vida religiosa e outras vidas de uma comunidade. Vamos descobrir o que eles são, como são compilados e como podemos consultá-los também.

O que são registos paroquiais?

Cada paróquia conserva a história dos homens e mulheres que a frequentam e que a têm frequentado. Não se trata apenas da presença real e física que anima o seu ambiente, nas salas comuns, nas salas de catecismo e, claro, dentro da igreja.

É uma presença que permanece, de alguma forma, pairando mesmo depois daquelas pessoas não freqüentarem mais a paróquia, e já faleceram há muito tempo, como sempre acontece em lugares cheios de rica atividade espiritual.

As paróquias acompanham a passagem dos paroquianos pelo mundo, da sua vida humana e cristã, das suas relações, graças aos registos paroquiais.

Do que se trata? Isso é fácil de dizer. Os registros paroquiais são livros nos quais o pároco, ou seu representante, registra tudo o que acontece na paróquia. Em particular, os registros paroquiais registram os nascimentos, graças ao registro dos batismos, as mortes dos paroquianos, através do relato de funerais, casamentos, comunhões, confirmações e, em geral, a administração dos sacramentos.

A obrigação de compilar e preservar estes livros especiais deriva mesmo do Concílio de Trento (1545-1563).

Na realidade, embora a Igreja tenha começado a exigir o controle dos registros paroquiais depois do Concílio, muitas paróquias os compilava já em 1300, como mostram os registros eclesiásticos encontrados, por exemplo, em Palermo, cujos registros começam em 1350, ou aqueles mantidos no Batistério de Florença, datados de 1340.

Em 1563, o Concílio de Trento chegou ao fim, estipulando não só que os párocos teriam de registar os baptismos, os casamentos e, mais tarde, também as mortes dos seus paroquianos em vários registos destinados a esse uso particular. Além disso, os sacerdotes deveriam manter um registro do “estado de alma” das pessoas a eles confiadas.

A partir de 1614, a elaboração do chamado Estado das Almas, ao qual voltaremos em um momento, também se tornou obrigatória.

Em algumas zonas do Trentino Alto Adige, os primeiros registos paroquiais impressos apareceram já no início do século XIX. No entanto, estes registos serão compilados na sua maioria à mão até ao século XX.

Também em 1900, o hábito de fazer duplicatas começou a se espalhar, a fim de tentar preservar especialmente os registros mais antigos da deterioração.

O Código de Direito Canônico diz o seguinte com relação aos registros paroquiais:

Can. 535 – §1 Em todas as paróquias devem existir livros paroquiais, isto é, o registo dos baptizados, o registo dos casamentos, o registo dos falecidos e, eventualmente, outros livros prescritos pela Conferência Episcopal ou pelo Bispo diocesano.
O registro dos batizados deve também registrar a confirmação e tudo o que diz respeito à condição canônica dos fiéis em relação ao matrimônio (exceto as disposições do cânon 1133), à adoção, às ordens sagradas, à profissão perpétua em um instituto religioso e às mudanças de rito; esses registros devem ser sempre incluídos nos certificados de batismo.
Cada paróquia deve ter o seu próprio selo; os certificados emitidos sobre o estatuto canónico dos fiéis, assim como todos os actos que possam ter significado jurídico, devem ser assinados pelo pároco ou pelo seu delegado e ostentar o selo da paróquia.
Em cada paróquia haverá um tabuleiro ou arquivo no qual serão guardados os livros paroquiais, juntamente com as cartas dos bispos e outros documentos que devem ser conservados por sua necessidade ou utilidade; estes livros e documentos devem ser verificados pelo bispo diocesano ou seu delegado durante a visita ou em outros momentos oportunos, e o pároco deve tomar cuidado para que não caiam nas mãos de estranhos.
5. os livros paroquiais mais antigos também devem ser cuidadosamente conservados, de acordo com as disposições da lei particular.

Como inscrever um evento nos registos paroquiais

Como se pode imaginar, as inscrições nos registos paroquiais devem ser feitas segundo as regras precisas impostas pelo rito romano. É essencial que cada entrada esteja completa:

  • local
  • data
  • evento reportado
  • nome do oficiante
  • nome da pessoa em questão
  • quaisquer testemunhas

Muitas vezes, especialmente nos registros mais antigos, a pessoa na escritura registrada é indicada não só pelo seu nome, mas também com referências a parentes e outros participantes da vida da paróquia. Além disso, a pessoa era frequentemente referida por nomes diferentes, talvez usando um apelido habitual, ou a transliteração do nome em dialeto.

Rito Romano

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Se examinarmos os antigos registos paroquiais, veremos que foram preenchidos à mão e que havia um livro diferente para baptizados, casamentos e funerais.

O registro eclesiástico chamado ‘Stato delle anime’ ou status animarum merece uma discussão à parte. Como já mencionámos, só se tornou obrigatório depois do Rituale Romanum de 1614. O registo tinha de conter os dados pessoais dos paroquianos, os sacramentos que tinham recebido, bem como informações sobre a sua ocupação e posse, uma vez que este registo era também utilizado para calcular o chamado dízimo, o “imposto” a pagar à igreja.

A língua utilizada era geralmente o latim, especialmente para as fórmulas rituais, mas também a língua comum falada pelo povo, mesmo com influências do dialeto local. De particular interesse para os historiadores são as notas que os párocos muitas vezes fazem na borda da página para registrar eventos significativos, como cataclismos, fomes e batalhas.

Mas para que servem os registos paroquiais?

O interesse religioso, mas também e sobretudo o interesse histórico destes registros é ainda mais evidente se considerarmos que, antes de 1867, não havia registro de nascimento no cartório municipal. Assim, só os registos paroquiais nos permitem reconstruir o que pode ter sido a evolução demográfica de uma determinada área, mas também descobrir mais sobre as pessoas que lá viveram, as suas histórias, as suas vidas, as suas mortes. O facto de os registos, para cada evento, não só registarem o nome da pessoa interessada, mas também os dos familiares e testemunhas, pode permitir-nos reconstruir uma linha genealógica que vai de registo em registo, de paróquia em paróquia.

Quanto à possibilidade de consultar os registos paroquiais, talvez para procurar informações sobre os antepassados ou para realizar estudos, ainda hoje os registos eclesiásticos são mantidos na paróquia de residência da pessoa indicada. Portanto, basta conhecer o lugar de origem da pessoa que estamos pesquisando e esperar que os registros não tenham sido perdidos pelo fogo, colapso ou guerra.

Alternativamente, pode ser feita uma pesquisa nos centros de recolha de dados dedicados à História da Família, que se encontram espalhados pelo mundo inteiro e também possuem os registos de muitas paróquias italianas. Também é possível pesquisar em arquivos diocesanos.

Como consultar os registos paroquiais online?

Hoje, a tecnologia moderna permite-nos acelerar as nossas pesquisas sobre os registos paroquiais. De fato, consultar os registros paroquiais online já é uma realidade na Itália. E quando não é possível aceder directamente a estes dados com um clique, é no entanto possível encontrar sites especializados na indexação de registos, que nos podem facilmente encaminhar para a paróquia ou diocese onde podemos procurar o que nos interessa. O processo de digitalização dos registos paroquiais no nosso país é, naturalmente, lento, mas é indispensável para preservar documentos preciosos, inestimáveis, que de outra forma se perderiam devido à deterioração. Graças à fotografia e à digitalização, realizadas com o máximo cuidado em ambientes que garantem a protecção de documentos delicados, é possível criar arquivos digitais em todas as paróquias, em todas as dioceses. Além disso, a disponibilização online dos dados dos registos paroquiais constitui a criação de um tesouro de conhecimentos e experiências para todos. Quanto mais avançamos, mais surge o desejo, até mesmo a necessidade, de olhar para trás e compreender o passado.

Rito Ambrosiano e Rito Romano: vamos ver as diferenças juntos

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A história de Adão e Eva

A história de Adão e Eva

Quem não conhece a história de Adão e Eva, os primeiros homem e mulher? Mas temos tanta certeza de que realmente os conhecemos? Vamos relembrar juntos a história.

Eva e Adão são considerados pelos católicos como sendo os progenitores de toda a raça humana. A história deles nos é contada desde que éramos crianças, e é ao mesmo tempo bela e terrível, porque conta o imenso amor de Deus, que escolheu criar estas duas criaturas especiais para lhes dar o dom do mundo maravilhoso que acabava de brotar de suas mãos, mas também conta o pecado original e como o primeiro homem e a primeira mulher decepcionaram seu Pai, merecendo ser expulsos de seu Paraíso.

Mas a história de Adão e Eva esconde significados muito mais profundos, que certamente merecem um exame mais atento. Basta pensar no facto de que aceitar a sua existência significa reconhecer que toda a humanidade descende do mesmo casal e, portanto, que somos todos uma grande família. Este é um conceito não insignificante, especialmente em tempos em que o amor, a fraternidade e a misericórdia são constantemente questionados.

Vale a pena, portanto, parar um momento para considerar esta história antiga e fascinante e os significados que ela esconde, que têm sustentado a doutrina católica desde as suas origens. Conceitos como o pecado original e a maçã do pecado têm condicionado e regulado a vida de inúmeros homens e mulheres ao longo dos milênios, e ainda hoje vivemos com o legado daquela culpa, aquela marca de infâmia que marcou toda a humanidade, e que só o sacrifício de Jesus foi capaz de colocar em questão.

A criação de Adão e Eva

A história verdadeira de Adão e Eva é contada na Bíblia, mais precisamente no livro de Gênesis.

Neste livro, são descritos os dias da Criação, quando Deus quis dar à luz o mundo que conhecemos e tudo o que nele existe. No espaço de cinco dias Ele criou os céus, a terra, a luz, as estrelas, todos os peixes, os pássaros e os animais.

No sexto dia, ele decidiu criar o Homem.

E Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, para que ele tenha domínio sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, sobre o gado, sobre todos os animais selvagens e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra”. Deus criou o homem à sua própria imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei a terra; sujeitai-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu e sobre todo ser vivente que se arrasta sobre a terra” (Gênesis 1:26-28).

No entanto, há uma segunda versão deste mesmo episódio na Bíblia:

Então o homem impôs nomes a todo o gado, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens, mas o homem não encontrou ajuda que lhe fosse semelhante. Então o Senhor Deus fez descer um estupor sobre o homem, que adormeceu; removeu uma de suas costelas e trancou a carne em seu lugar. O Senhor Deus moldou uma mulher a partir da costela que ele havia tirado do homem e a trouxe para o homem. (Gênesis 2:20-22)

Estas duas versões são chamadas, respectivamente, Fonte Sacerdotal e Fonte Jahvist, e estão relacionadas com a hipótese documental, formulada pelo estudioso alemão Julius Wellhausen, segundo a qual os primeiros cinco livros da Bíblia, o chamado Pentateuco (Torá para judeus), a saber, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, não foram escritos apenas por Moisés, mas por quatro autores prováveis, cujas iniciais compõem a sigla JEDP.

Como podemos ver, os dois relatos da Criação do primeiro homem e da primeira mulher apresentam algumas diferenças substanciais. No primeiro, Deus criou Adão e Eva ao mesmo tempo, ambos à sua própria imagem, e os fez mestres do Jardim do Éden. No segundo, Adão foi criado primeiro, e só Deus lhe deu o domínio sobre as coisas e animais que ele tinha criado. A mulher veio mais tarde. Naturalmente, não é este o lugar para aprofundar estes dois pontos de vista, mas as implicações que as duas diferentes interpretações tiveram na história da Igreja e da humanidade, especialmente no que diz respeito à relação entre homens e mulheres, são óbvias.

A história de Adão e Eva para as crianças

Além das interpretações e estudos acadêmicos de distintos estudiosos bíblicos, como podemos contar a história de Adão e Eva de uma maneira simples? Por exemplo, se o disséssemos às crianças, como poderíamos proceder? O que deve sobressair aos olhos das crianças desta história é o grande amor de Deus, que criou um mundo maravilhoso para dar a homens e mulheres. Será essencial que as crianças compreendam que, como tudo à sua volta é fruto desse amor, é seu dever respeitá-lo e protegê-lo, desfrutá-lo e nunca tomá-lo como certo, como acontece demasiadas vezes. Então será certamente útil fazêlos compreender a seriedade da desobediência de Adão e Eva, que comeram a maçã apesar de Deus lhes ter ordenado que não o fizessem, deixando-os livres para comer todos os outros belos e saborosos frutos que abundavam no Jardim do Éden. Para enfatizar este ponto, pode ser útil fazer uma comparação com a desobediência das próprias crianças, que escapam aos deveres e recomendações dos pais. Deveres e recomendações feitas sempre e somente para o seu próprio bem. Mais uma vez, será importante sugerir-lhes o conceito de livre arbítrio: Deus deixou a Adão e Eva a escolha de fazer o que eles queriam, mesmo a escolha de amá-lo ou não. Ele não os obrigou a fazer nada, tudo o que ele fez por eles foi um dom maravilhoso, e mesmo assim eles o decepcionaram pela sua ingratidão. A história pode ser algo parecido com isto:

Deus é tão bom que um dia ele decidiu criar um jardim maravilhoso. Ele o encheu de plantas, flores, animais de todos os tipos e, acima dele, ele colocou o céu, com o sol, a lua, as estrelas. Quando terminou, ele criou o primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, e quis dar-lhes este Jardim do Éden. Adão e Eva seriam livres para ir onde quisessem, para aquele mundo onde não houvesse dor, nem doença, nem morte, e para comer todos os frutos que cresciam nas árvores do jardim, exceto as maçãs da árvore no meio do jardim.
Apesar dos conselhos de Deus, Eva foi tentada por uma serpente má, que lhe disse que o fruto daquela grande árvore lhe permitiria compreender a diferença entre o bem e o mal. Eva pegou um pedaço de fruta da árvore proibida, comeu-o e ofereceu-o a Adão.
Deus descobriu imediatamente a sua desobediência, e sofreu muito. Ele tinha feito tudo por eles, tinha criado um paraíso e o tinha dado a eles sem pedir nada em troca. Como castigo, ele os mandou para longe do Paraíso terrestre e os condenou, assim como a todos os seus descendentes, à dor e à morte.

Adão e Eva: a história da maçã e do pecado original

A história da maçã, o fruto proibido que supostamente fez Adão e Eva iguais a Deus, dando-lhes o conhecimento do bem e do mal, não é apenas uma história de crianças. Pelo contrário, é a base da religião católica. De fato, a conseqüência do pecado original foi a queda do homem, a quebra do pacto tácito entre ele e Deus, cujos efeitos têm sido sentidos por toda a humanidade durante milênios.

É a partir desse único ato de desobediência que todos os males do homem se originam. Antes disso, o homem era perfeito, imune a doenças e ferimentos, imortal, feliz. Este ato decorre do desejo do homem de poder decidir por si mesmo o que é bom, o que é mau, em vez de confiar na infinita sabedoria e no infinito amor de Deus.

A história do pecado original, desde a tentação da serpente, até o ato de Eva de tirar a maçã da árvore e oferecê-la a Adão (árvore que não deve ser confundida com a árvore da vida. Você pode encontrar mais informações no artigo dedicado ao significado da árvore da vida) , está impregnada de referências a inúmeros relatos sagrados anteriores. É interessante como as palavras da serpente tentadora são suficientes para incutir na primeira mulher a semente da dúvida, a convicção de que a ordem de Deus para não comer o fruto da árvore era injusta. Acima de tudo, é instigante pensar que a promessa da serpente, dizendo a Eva que ao comer a maçã proibida, ela e Adão ganharão conhecimento do bem e do mal, tornando-se na prática como Deus, é tão irresistível.

Adão e Eva banidos do paraíso

Após a maçã ter sido colhida e provada, porém, a primeira e única coisa de que Adão e Eva se dão conta é da sua própria nudez. A vergonha é o primeiro sentimento negativo vivido pelo primeiro homem e mulher, um instante após a sua queda.
Imediatamente após descobrir sua desobediência, Deus convoca os três culpados, que tentam se exonerar culpando um ao outro.

O castigo de Deus atinge a todos, primeiro a serpente, que é amaldiçoada, depois a mulher, Eva, condenada aos sofrimentos do parto e a ser submetida ao homem, e finalmente Adão, condenado a ter de tirar com labuta e suor os frutos da terra que até então tinham sido pródigos e generosos com ele. Finalmente, e este é certamente o pior mal resultante deste ato irrefletido, Deus condena o homem e a mulher, e com eles todos os seus descendentes, à morte física, enquanto que antes eles eram imortais. Serão necessários milhares de anos, e o advento de Jesus Cristo, antes que esta terrível ruptura possa conhecer a esperança de reconciliação. Em Jesus, os filhos de Adão conhecem a possibilidade de redenção, a miragem da vida eterna no fim dos tempos, e somente para aqueles que sabem merecê-la.

Quem eram os filhos de Adão e Eva

Uma vez expulsos do Éden, Adão e Eva tiveram vários filhos, de acordo com a tradição de 14 a 140. Os únicos três mencionados na Bíblia, no entanto, são Caim, Abel e Seth.  Caim casou com a irmã gémea de Abel, Calmana, Abel casou com a irmã gémea de Caim, Deborah. Mais tarde, após a morte de Abel, Caim, o seu assassino, casou com a sua irmã Awan, com quem foi pai de um filho, Enoque. Seth casou com sua irmã Azura, que deu à luz a Enos, de cuja descendência nasceriam Noé e seus filhos. Os descendentes de Caim, por outro lado, tornaram-se criadores de gado nômades e aprenderam a arte da forja do metal, mas se distinguiram pela violência e pela prática da poligamia.

Festa de Nossa Senhora de Agosto

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Porquê acender uma vela na igreja?

Porquê acender uma vela na igreja?

Nós já falámos sobre a importância que a luz tem na esfera da religião Cristã; para além disso, velas acesas numa igreja são uma expressão importante da luz como manifestação do amor de Deus. Velas pascais, velas de batismo, a vela segurada nas mãos dos cônjuges durante um casamento, as velas que queimam à volta do caixão de um falecido são apenas alguns exemplos do uso de velas litúrgicas durante celebrações religiosas.

Luz como manifestação de Deus então, como a Sua primeira manifestação tendo em conta que foi a primeira coisa que Ele criou na sua infindável benevolência e sabedoria, e com ela, Ele fez toda a Criação visível. Luz como símbolo de Cristo, que disse sobre si mesmo: “Eu sou a verdadeira luz”, e isso para nós todos personifica a Luz de Deus que ilumina o mundo, que desafia a morte e força a escuridão a retirar-se. Durante o Batismo, o sacramento que sanciona a entrada do novo Cristão na sua vida religiosa, o pai ou padrinho acende a vale do Batismo, usando a chama da vela pascal queimando ao lado da pia Batismal ou do altar para a ocasião. Desta forma, a criança tornar-se-á um filho da luz, destinado com a sua vida, as suas ações, a sua fé, a alimentar esse fogo do amor acendido para saudar o seu renascimento. A vela Pascal por outro lado, recorda a Ressurreição, a nova vida a começar com a perda dos pecados, graças ao sacrifício que Jesus fez por todos nós.

luz e manifestação de deus

Mas há também uma dimensão mais íntima, ligada à prática de acender uma vela na igreja, algo que diz respeito a cada devoto e o seu diálogo silencioso com Deus. Uma vela acesa torna-se o símbolo de fogo divino a queimar dentro de todos nós, a expressão de uma paixão flamejante que nos aquece e nos faz parte dessa luz que Jesus simboliza, mas da qual todos os Cristão fazem parte. Portanto, toda a vez que compramos velas votivas, toda a vez que paramos para acender uma vela para a Virgem Maria enquanto vamos à igreja ou a uma Capela de um Santo do qual nos sentimos próximos, nós efetuamos um ato de amor por Deus, Jesus e a sua Mãe Sagrada. Tal amor, feito do fogo vibrante daquela pequena chama, mas acima de tudo feito da devoção permeando-nos e das preces que sussurramos enquanto o fazemos, adquire um imenso valor simbólico. Claro, não é apenas acender a vela, ou conseguir um dos melhores lugares nos lampadários da igreja, talvez a apagar a vela de outra pessoa para ter uma posição privilegiada! Se nós pensarmos nisso sobre outra coisa, com a nossa mente a indagar-se sobre o que temos que fazer fora da igreja, os nossos empenhos, os nossos pensamentos, as nossas preocupações, mais vale não o fazer. Não é só mais uma vela acesa que deixará Deus satisfeito ou agraciado. Ele criou a luz, ele com Certeza não precisará da nossa vela!

Tudo reside no espírito em que estamos enquanto fazemos este ato de devoção e fé, o significado que damos a isso no momento em que compramos a vela até ao momento em que a acendemos, até ao momento em que a colocamos no pedestal. Exatamente por essa razão, o uso de velas elétricas na igreja não retira nada da solenidade e santidade do nosso sacrifício. Esteticamente falando, velas elétricas podem parecer um pouco menos evocativas, mas têm muitas vantagens em termos de segurança e limpeza, e Deus aprecia-as da mesma forma que velas tradicionais. O mesmo pode ser dito de velas de cera líquida, recarregáveis e também mais seguras das velas tradicionais. Por essas razões, não há necessidade de pagar demasiado para comprar grande velas extremamente decoradas. Uma vela tão grande quanto a vela do Batismo não garantirá uma graça maior, e será ainda mais difícil de utilizar.
Mas há mais. Acender uma vela na igreja, ou segurar uma durante uma procissão ou ritual comunitário, tem um profundo propósito unificador. Em tais ocasiões, o nosso amor torna-se unânime, como um hino cantado por muito vozes jubilantes em conjunto. Não somos só nos, nem a nossa chama esvoaçante, mas tornamo-nos parte de uma união feita de amor e calor, muitos fragmentos de luz a aquecer na paixão da nossa fé, na infindável benevolência e olhar brilhante de Deus.

Mais, a vela simboliza a luz do conhecimento, que pode guiar-nos pela escuridão. Um conhecimento que reside apenas na palavra de Deus, um guia e luz no caminho daqueles que acreditam e confiam Nele. Ignorância e incapacidade é o que espera a estas almas conscientes da desgraça em direção à escuridão e morte, na qual podem apenas vaguear sem esperança.
A vela é, portanto, um símbolo, um meio de exprimir o nosso amor e a nossa devoção. Não é o propósito. Junta a vida de cada devoto até fora da celebração litúrgica, mostra a intenção de súplica a Jesus, Virgem Maria, os Santos, e podemos dizer que acender uma vela estende a oração, e amplifica-a! Pode também ser um pedido de ajuda, uma súplica silenciosa com a qual tentamos chamar a atenção de Alguém de um plano superior, que nos pode ajudar com um encorajamento ou uma bênção. Em apenas uma palavra, acender uma vela é um sinal tangível de fé, especialmente se vier com uma oferenda, que, mesmo pequena, mostra um sacrifício pessoal que apenas o recetor pode apreciar.

Há também dias sagrados associados com velas. Se pensarmos no Judaísmo, as velas são acesas na sexta-feira à noite para celebrar o início do Shabbat, ou os Dias Sagrados do Hanukkah, a Celebração das Luzes, quando todas as noites durante oito dias consecutivos uma vela é acesa para comemorar a consagração de um novo altar no Templo de Jerusalém. Na religião Católica, nós podemos considerar a Candelária como a “celebração das velas”, que, quarenta dias depois do Natal, relembra a apresentação do Menino Jesus ao templo. É uma ocasião para celebrações durante as quais, entre outras coisas, muitas velas são abençoadas, e são mais tarde acesas para celebrar Jesus como o portador da Luz, mas também para celebrar o fim do inverno, porque, de acordo com tradições agrícolas ancestrais, daquele momento para a frente começará a primavera.

Onde pode comprar velas votivas para a igreja?
Pode facilmente encontrá-las em lojas de artigos religiosos, em pequenas lojas perto das igrejas ou batistérios. Nos últimos anos, as vendas online de velas tornaram-se populares, e há muitos websites de e-commerce com uma vasta variedade de velas de todos os tipos: velas simples de igreja, velas pascais, e até velas do Advento, que têm de ser acesas quando se aproxima o Natal.

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O Botafumeiro: o maior turíbulo do mundo

O Botafumeiro: o maior turíbulo do mundo

O Botafumeiro. Um nome engraçado e exótico que evoca sugestões de um passado distante, memórias de uma história ancestral contada nos cruzamentos de várias ruas por inúmeros homens falando diferentes línguas, mas no final contando as mesmas coisas durante séculos. O que é? É o maior turíbulo no mundo, guardado num dos locais de culto que caraterizou a história cristã do Ocidente desde a idade medieval: a Catedral de Santiago de Compostela. Vamos descobrir algo mais sobre este objeto, sobre a sua história, e, claro, sobre o inacreditável local onde está, e onde muitos peregrinos podem admirar o seu balanço vertiginoso nas suas cabeças ainda hoje em dia.

A Catedral de Santiago de Compostela é um dos locais de peregrinação mais famosos do mundo. É localizada na cidade homónima da comunidade autónoma da Galiza em Espanha, um lugar que foi considerado um dos mais importantes centros do Cristianismo desde a idade medieval. Lendas ancestrais dizem que este foi o local onde as almas dos falecidos se reuniam para fazer o percurso até ao mar, seguindo o caminho do sol durante o pôr-do-sol. Para além destas sugestões fascinantes, Santiago de Compostela deve a sua fama à sua catedral, igreja mãe da arquidiocese de Santiago de Compostela, e um dos mais importantes santuários do mundo. Porquê tanta excelência? Na sua cripta, a Catedral de Santiago de Compostela guarda os restos mortais do apóstolo Tiago de Zebedeu, também conhecido como Santiago Maior patrono de Espanha, e venerado neste país como Santiago (de Santo Jacobi, em espanhol Sant-Yago). De facto, a Lenda Dourada diz que Santiago o Maior, após a morte de Jesus, abraçou o seu trabalho de evangelização por França e Espanha, até à Galiza. A palavra Compostela por sua vez, vem de Campus Stellae (campo de estrelas, devido às luzes estranhas que se parecem com estrelas vistas pelo eremita Pelágio no monte Librédon, que permitiu a descoberta do túmulo de Santiago), ou talvez de Campos Tellum (campo de enterro), referindo-se ao lugar de enterro do Santo.

O túmulo do Santo foi descoberto no século IX, e as obras para construir a majestosa Catedral de Santiago de Compostela começaram em 1075. A Catedral de Santiago desenvolveu-se com o tempo, enriquecida com muitas relíquias e tornou-se a etapa final de uma das peregrinações mais famosas desde a idade medieval: os Caminhos de Santiago de Compostela.

O caminho de Santiago de Compostela

O caminho de Santiago

É um longo percurso de 800km, e deve ser completado dentro de um mês. O percurso atravessa França e Espanha, mesmo que haja um percurso alternativo chamado Caminho Português, que vai de Lisboa para Santiago. Os peregrinos que queriam chegar a Santiago de Compostela tinham muitas opções. Foram todas coletadas no Codex calixtinus (o Liber Santi Jacobi) e são populares ainda hoje em dia:

A Via Francigena era aquela escolhida por aqueles que vinham de Itália. A certa altura, assim que os peregrinos tivessem cruzado o passo do Monte Cénis ou o Colo de Montgenèvre, funde-se com a Via de Arles (via Tolosana), que liga Arles e Toulouse, e foi usada pelos peregrinos que vinham do Sul da Alemanha. Uma outra forma era a rota de Le Puy, de Lyon e Le Puy-en-Velay, que atravessa os Pirinéus em Roncesvalles; depois a rota de Vézelay, a rota de Turonensis, pela cidade de Tours, onde peregrinos de Inglaterra, da Holanda e do norte da Alemanha se reuniam.

Os peregrinos vindos dos portos Atlânticos do norte da Europa podem escolher a via ancestral de Ruta de la Costa, a primeira a ser percorrida de sempre, a começar pelos portos de costa norte de Espanha onde navios ancoravam.

A travessia dos Pirinéus incluia, e inclui hoje em dia, a passagem por Roncesvalles em direção a Estella (o Caminho francês, ou via francesa, a mais usada ainda hoje), ou por Somport (Caminho Aragonês, via aragonesa). O Caminho aragonês toca Jaca, Sangüesa, Enériz; o Caminho francês toca Pamplona, Logroño, Burgos e León. As duas vias juntam-se em Puente de la Reina, onde o Monumento ao Peregrino com a sua escrita cravada mantém-se: “Y desde aquí todos los Caminos a Santiago se hacen uno solo”, A partir daqui todos os Caminhos para Santiago tornam-se um só.

Um dos lugares mais significantes do caminho é a Cruz de Hierro (cruz de ferro), nos Montes de Leon, próxima a Foncebadón, 250 km de Santiago de Compostela. Em tempos antigos havia um templo pagão dedicado a Hermes, protetor dos viajantes. É um lugar cheio de força simbólica, onde um sugestivo e ancestral ritual é celebrado: cada peregrino, ao partir para o caminho, escolhe uma pedra tão grande quanto considera apropriada comparada aos pecados pelos quais ele quer receber graça divina. O peregrino carrega a pedra até à Cruz de Hierro, e acrescenta-a às outras pedras nos pés da cruz. Alguns peregrinos escolhem deixar objetos de uso pessoal também.

As preces do peregrino

Há muitas preces de peregrinos escritas com o passar dos séculos e que são agora parte da tradição dos Caminhos de Santiago. Há para qualquer etapa da viagem, desde o ponto de partida até à chegada, em frente ao túmulo de Santiago. Peregrinos famosos deixaram umas quantas, tais como a que João Paulo II recitou em frente ao túmulo do Santo em agosto de 1989, enquanto visitava Santiago de Compostela para o Dia Internacional da Juventude. Em particular, queremos citar a prece afixada na igreja Romanesca de S. Maria La Real em O Cebreiro: a prece peregrina. Iremos apenas mencionar a primeira estrofe:

Apesar de ter viajado todas as estradas,,
cruzado montanahs e vales do Este ao Oeste,
se eu não tiver descoberto a liberdade de ser eu próprio,
eu não cheguei a lado nenhum.

O Botafumeiro

Botafumeiro pt

Falemos do Botafumeiro, ou turibulum magnum, o verdadeiro personagem principal do nosso artigo. É um dos mais famosos e importantes símbolos da Catedral, bem conhecido por todo o mundo. É usado em casos de missas solenes e celebrações particulares durante o Ano Sagrado.

É um incensário de igreja, ou turíbulo (do latim thuribulum, cujo prefixo thur significa incenso), tal como já mencionámos, isso é, um grande recipiente (neste caso, é mesmo enorme!) onde incenso em grãos é queimado. O turíbulo é um elemento recorrente em muitas religiões antigas e modernas. “Deuses adoram cheiros”, como os antigos egípcios costumavam dizer. Durante milénios as pessoas acreditavam que os fumos que vinham do incense eram particularmente apreciados por deuses durante celebrações religiosas. Não só isso, o incense era também usado para purificar o ar, para o libertar de negatividade espiritual. Turíbulos eram usados de formas diferentes durante celebrações religiosas de qualquer era ou cultura, para perfumar, curar, purificar e proteger. Na liturgia Católico-cristã, o incense é queimado para simbolizar louvor e adoração a Deus. Muitas vezes, é também uma dádiva, uma honra que damos a Ele, alguma forma de sacrifício reservado a Alguém realmente importante e único.

Atualmente é muito popular queimar incenso em casa também. Mais uma vez, se considerarmos o prazer do seu cheiro por um lado, este gesto também esconde uma vontade de purificar o ambiente não só de maus odores, mas também de presenças malignas e energias negativas. O fenómeno de queimadores de incenso em casa é muito popular, e não só aqueles que têm fortes crenças religiosas que o praticam.

Mas voltemos ao turibulum magnum.

O Botafumeiro é feito de latão e prata, mede 16 metros de altura e pesa cerca de 50 kg; quando está cheio de carvão e incenso, pesa mais de 100 kg. Quando é usado, é suspenso a uma altura de 20 metros. Para o operar, são necessários oito homens, os chamados “tiraboleiros”, que lhe dão um movimento pendular (columpiar) usando um sistema complexo de cordas e roldanas, empurrando-o quase até ao teto da catedral a uma velocidade de cerca de 70 km/h. Uma exibição magnífica, quase hipnótica, que torna a celebração que ocorre lá dentro da catedral de Santiago de Compostela ainda mais sugestiva.

Efetivamente, o Botafumeiro teve a sua história, e o seu uso mudou com o passar do tempo. No início, de acordo com o Codex Calixtinus, não era exatamente um incensário usado durante cerimónias, mas um grande recipiente usado para queimar incenso e disfarçar o cheiro do peregrinos que procuravam abrigo dentro da catedral à noite.

No século XVI o rei Luis XI de França, chamado de l’universelle aragne, “a aranha universal”, doou dinheiro para a catedral, e permitiu a construção do turíbulo em 1554. Na altura, era apenas um pote de prata. Outra tradição diz que o próprio rei doou o pote para a catedral. De qualquer forma, exércitos de Napoleão mais tarde roubaram-no.

O atual Botafumeiro existe desde 1851, e foi feito em latão e depois coberto em prata.

O Botafumeiro começou a balançar por cima das cabeças dos devotos reunidos na Catedral de Santiago pouco depois, e com o passar dos séculos, acidentes inevitáveis aconteceram, quando o grande incensário se separou das suas cordas, com consequências muitas vezes dramáticas. O mais famoso ocorreu a 25 de julho de 1499, na presença da Infanta Catalina (futura Catarina de Aragão), quando o turíbulo se separou do seu gancho e voou contra a porta da praça das Praterías, chocando contra ela violentamente, e em 1622, quando a corda que o segurava partiu-se e caiu no chão. Também no século XX um peregrino curioso, que se aproximou demasiado, acabou com costelas e nariz fraturados.

Quando é que o Botafumeiro é usado?

Até 1 de janeiro de 2017, era regularmente usado durante a Missa dedicada aos peregrinos na sexta-feira à noite às 19.30. Isto atualmente foi revogado até novas ordens. Efetivamente, enviando um email com uma oferta substancial (pelo menos 300 euros) ao Escritório do Peregrino, as pessoas podem pedir a ativação do Botafumeiro quando visitam Santiago de Compostela.

Para ver o Botafumeiro em ação, as pessoas precisam de ir até à Catedral nos dias dedicados às celebrações mais oficiais:

  • Celebração da Epifania do Senhor (6 de janeiro);
  • Pentecostes;
  • Dia da ascensão de Jesus aos céus (12 de maio);
  • Aniversário da Batalha de Clavijo (23 de maio);
  • durante o dia sagrado de Santiago (25 de julho);
  • A Assunção de Maria ao Paraíso (15 de agosto);
  • Dia sagrado de Todos os Santos (1 de novembro);
  • Imaculada Conceção da Abençoada Virgem Maria (8 de dezembro);
  • Natal Sagrado;
  • Comemoração da translação das relíquias da Santo Apóstolo (30 de dezembro).