Crucifixo ortodoxo russo séc. XVIII em bronze antigo 14x7 cm
Crucifixo ortodoxo russo antigo, datável ao início do séc. XVIII, em bronze, 14x7,5 cm.
Exemplo genuíno da tradição devocional russa, a peça apresenta a típica estrutura de três travessas, com a inferior inclinada, símbolo da «balança da justiça»: de um lado o bom ladrão que sobe ao Paraíso; do outro, o mau ladrão que se afasta da salvação.
Na zona inferior desenvolve‑se um rico simbolismo: a Velha Jerusalém decadente contrapõe‑se à Nova Jerusalém, enquanto, na base, se reconhece o Monte Gólgota c...
Informações e Caraterísticas
Crucifixo ortodoxo russo antigo, datável ao início do séc. XVIII, em bronze, 14x7,5 cm.
Exemplo genuíno da tradição devocional russa, a peça apresenta a típica estrutura de três travessas, com a inferior inclinada, símbolo da «balança da justiça»: de um lado o bom ladrão que sobe ao Paraíso; do outro, o mau ladrão que se afasta da salvação.
Na zona inferior desenvolve‑se um rico simbolismo: a Velha Jerusalém decadente contrapõe‑se à Nova Jerusalém, enquanto, na base, se reconhece o Monte Gólgota com o crânio de Adão, potente símbolo da redenção da humanidade pelo sacrifício de Cristo. As inscrições gravadas evocam o sentido salvífico da Cruz, onde «o lugar do Crucifixo se torna Paraíso».
A iconografia é cuidadosamente trabalhada: além da Crucificação central, surgem várias cenas evangélicas e figuras sagradas em relevo, como episódios da vida de Cristo e representações da Trindade, enriquecidas por motivos decorativos característicos da produção russa da época.
Segundo a tradição oriental, Cristo é representado com compostura régia, não na dor mas na glória da sua vitória sobre a morte, conferindo ao crucifixo um valor tanto para a meditação espiritual quanto para a história artística.
A peça acompanha parecer pericial de um especialista em iconografia e encontra‑se conservada num elegante estojo azul, o que realça o seu interesse colecionável.
Proveniência: Moscovo, Rússia.
Materiais: bronze.
Medidas: 14x7,5 cm.
Época: início do séc. XVIII.