Autor: Redazione

Arcos quaresmais: 5 ideias sobre pequenas renúncias ou coisas a fazer

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Quarta-feira de Cinzas: o que é

Quarta-feira de Cinzas: o que é

O Carnaval está a chegar ao fim. Depois da Terça-feira Gorda vem a Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma. Mas qual é a origem deste festival especial? O que é Quarta-Feira de Cinzas? De onde vem o seu estranho nome? Todos sabemos…

Rotina de cuidados com a pele: produtos naturais para o cuidado facial

Rotina de cuidados com a pele: produtos naturais para o cuidado facial

Cuidar da sua pele facial todos os dias é a forma mais segura de a manter jovem e fresca. Vamos descobrir juntos a rotina ideal de cuidados com a pele.

Vivemos em uma sociedade onde a aparência é de grande importância. Não se trata apenas de uma questão de vaidade, nem é a absurda afirmação de nunca envelhecer. Manter uma aparência jovem e atraente é um gesto de auto-respeito, antes de mais nada, e é mais fácil do que parece. Sem recorrer a tratamentos cirúrgicos caros e desnaturalizantes, cuidar da pele, particularmente do rosto, é um segredo de beleza e de juventude ao alcance de todos. Estamos falando de cuidados com a pele, uma série de pequenos rituais diários de beleza que nos garantirão uma aparência mais saudável e jovem. Alguns gestos para dedicar ao nosso rosto todos os dias, o mesmo para todos, na sua repetição, mas diferente para cada pessoa, dependendo da idade, do tipo de pele e dos produtos que prefere. Nós em Holyart apreciamos particularmente os produtos dos mosteiros, fruto de antigas receitas que os monges têm vindo a entregar há séculos. Pense no mosteiro de Camaldoli, só para citar um, com sua antiga farmácia onde sempre foram produzidos remédios medicinais, assim como cremes, tônicos e loções para o rosto e o corpo.

Vamos descobrir juntos os produtos de cuidados faciais entregues pelos monges, para uma rotina de cuidados de pele intemporal.

Creme de rugas

O Mosteiro Camaldoli produz creme de calêndula, que além de ter excepcionais propriedades calmantes e antibacterianas, renova as células e previne os sinais de envelhecimento, suavizando as primeiras rugas e dando à pele brilho, firmeza e turgescência. Por outro lado, o creme anti-rugas à base de óleo de abacate, rico em vitaminas, ácidos gordos insaturados e lecitinas, que estimulam a regeneração celular, é ideal para a pele madura. Deve ser aplicado à noite para prevenir rugas e reduzir as existentes. A pele vai parecer mais elástica e jovem desde as primeiras aplicações.

Creme anti-envelhecimento natural

Produtos naturais, baseados em ingredientes de origem natural, muitas vezes provenientes da Agricultura Orgânica Controlada, sem parabenos, corantes e produtos químicos. Este é o segredo de muitos dos produtos de beleza dedicados à rotina de cuidados com a pele feita nos mosteiros. Um exemplo para todos é o Creme Elasticizante Natural Anti-Tempo feito de acordo com a receita da Farmácia Antiga dos Monges Camaldoleses. Restaura a tonicidade e a elasticidade mesmo das peles mais exigentes, graças aos óleos vegetais (girassol, jojoba, abacate, castanha de cavalo, rícino, patchouli, ylang-ylang, gerânio) e ácidos gordos insaturados nos quais é rico, sendo adequado tanto para mulheres como para homens.

Creme anti-envelhecimento natural

Creme facial

Creme facial purificante (no caso de pele oleosa)

Se a pele do seu rosto tende a ser oleosa, o creme para si é um creme purificante, como o creme de Própolis produzido pelos monges camaldoleses, ideal para a pele caracterizada por uma secreção sebácea excessiva. A sua acção dermopurificante e normalizante ajuda a prevenir borbulhas e pontos negros, sem contudo empobrecer a pele com agentes desengordurantes ou agressivos em excesso.

Calêndula creme (no caso de pele delicada)

O creme de calêndula acima mencionado, por outro lado, é ideal para peles mais delicadas, para prevenir vermelhidão e dar brilho e tonalidade.

Calêndula creme (no caso de pele delicada)

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Desde as suas origens, os mosteiros não foram apenas centros de agregação e oração, guardiães de saberes ancestrais.

Leite de Limpeza

Para que serve o leite de limpeza? Limpar diariamente a pele com um bom leite de limpeza e um tónico facial eficaz mantém-na brilhante, hidratada e fresca, livre de pó e poluentes, prevenindo rugas, espinhas e pontos negros. É melhor escolher um Leite de Limpeza que limpa profundamente sem agressão, à base de extractos de plantas puras com propriedades emolientes, suavizantes, anti-inflamatórias, calmantes, como a malva.

Oleo de Argan

Há muito apreciado pelas suas valiosas propriedades calmantes, nutritivas e cicatrizantes, o óleo aromático de argan é uma panaceia para a pele seca, avermelhada e gretada. Previne e suaviza as rugas e oculta pequenas imperfeições graças ao seu efeito curativo.

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Apresentação de Jesus no Templo até a festa da Candelária

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Como recuperar a fé: uma boa resolução para o Ano Novo

Como recuperar a fé: uma boa resolução para o Ano Novo

Um novo ano começou. Pode ser também uma ocasião de renovação espiritual? Neste artigo vemos como recuperar a fé através da oração, da meditação e do constante aprimoramento de si mesmo

O fim do ano velho e o início do novo é sempre uma oportunidade para fazer um balanço e refletir sobre o que foi e o que pode ser. Embora muitas vezes as boas intenções acabem por desaparecer à medida que nos afastamos das festividades e regressamos à rotina diária, este tipo de considerações pode ser o ponto de partida para um caminho de crescimento e melhoria pessoal. Isto também pode incluir descobrir como recuperar a fé perdida, ou simplesmente desbotada.

Períodos de incerteza e inquietação são comuns a todos os homens e mulheres. A própria vida que levamos parece ser feita para questionar o que, como crianças, nos parecia ser simplesmente verdadeiro, absoluto, indubitável. Como crianças, é fácil encontrar Deus em tudo, sentir-se próximas a Ele, protegidas pelo Seu abraço, reconhecê-lo e encontrá-lo não só nos Sacramentos e no Evangelho, mas também nos nossos entes queridos, no amor dos nossos pais, nas coisas grandes e pequenas de cada dia. Seria tão bom poder manter essa mesma segurança, essa fé pura e absoluta!

Quando crescemos, perdemos esse frescor, esse imediatismo. As vicissitudes da vida nos colocam à prova, e nem sempre é fácil manter intacta a confiança em Deus, o sentimento de pertença a Ele, que nos fez sentir seguros, protegidos. Pelo contrário, por vezes são precisamente os acontecimentos que nos afastam de Deus, que fazem vacilar a nossa fé, a ponto de a tornar morna, inconsistente.

Isto é normal. A fé, por sua própria natureza, não é algo imutável, mas está em constante evolução. Ela cresce e amadurece conosco, seguindo nosso desenvolvimento interior, adaptando-se às nossas mudanças, reagindo ao que nos perturba ou nos exalta, sofrendo com nossos erros e vícios. Como uma planta, ela deve ser cultivada, fortalecida com o alimento certo, endireitada, se necessário, usando a experiência e o conhecimento de grandes homens e mulheres que investigaram o espírito, tirando dele o melhor proveito possível.

Neste artigo, nos propusemos a ver juntos como redescobrir a fé neste ano que acaba de começar, que estratégias e ferramentas adotar para cultivar nossa interioridade no dia-a-dia, em busca de uma maior proximidade com Deus.

Como reconquistar a fé

Então, quais são as ferramentas para encontrar a fé novamente? Não há receita universal, cada um deve procurar dentro de si, encontrar o seu próprio caminho, o seu próprio ritmo.

As que sugerimos são abordagens possíveis, eficazes para todos.

A recitação do Santo Rosário

Ou, mais geralmente, a oração. Orar é a nossa maneira de falar com Deus, de entrar em contato e em sintonia com Ele. A recitação do Santo Rosário, em particular, com a repetição das orações e fórmulas, permite aos fiéis mergulhar numa espécie de meditação que permite à mente afastar-se do contexto real e concentrar-se unicamente no seu diálogo com o Altíssimo.

O Santo Rosário contém também em si as promessas de Maria àqueles que o recitam, o que o torna ainda mais eficaz e agradável a Deus. Dedicar mesmo alguns minutos por dia à oração ou ao Santo Rosário é certamente um ponto de partida importante para aqueles que querem redescobrir ou fortalecer a sua fé.

Como e porquê vencer os vícios

A busca da fé começa com um trabalho de autoconhecimento. Voltemos para dentro de nós mesmos, extirpando-nos da nossa rotina diária, reclamando um momento de solidão e silêncio. Só então poderemos nos encontrar em posição de refletir profunda e conscientemente sobre nossas vidas. E uma das mais importantes premiações será certamente a que diz respeito aos nossos vícios. O reconhecimento dos vícios é o ponto de partida fundamental para corrigir comportamentos e atitudes. Os vícios são a prática do mal mais comum e generalizada que envolve e une a maioria dos seres humanos.  São hábitos geralmente destinados a satisfazer uma necessidade ou desejo, que se enraízam tanto no espírito humano que, em algum momento, se tornam indispensáveis.

Como qualquer forma de escravidão que distrai a alma do que realmente importa, os nossos vícios desagradam imensamente a Deus. Portanto, trabalhar para erradicá-los do nosso ser é uma das ações mais importantes que podemos empreender na jornada para recuperar a fé. Mas como é que combatemos os vícios? Primeiro de tudo é preciso reconhecê-los, admiti-los, tal como se faz com um vício mórbido. Então devemos exercer a força de vontade para escapar das oportunidades de perpetrar nossos vícios e de virar nossas mentes e corações para outro lugar.

A oração certamente ainda nos pode ajudar nisto, porque só com a ajuda de Deus podemos esperar nos libertar das nossas limitações. Afinal, toda a jornada espiritual de um bom cristão, desde quando nasce até sua morte, deve ser para seguir o padrão de Cristo e tentar aderir a Ele o máximo possível.

Estudar e ler textos sagrados também nos pode ajudar. Santa Teresa de Ávila, por exemplo, doutora da Igreja e mulher de imensa sabedoria, deixou páginas memoráveis sobre a necessidade de conhecer-se a si mesma, de entrar em contato com a alma através da oração e da meditação, para avançar no caminho espiritual e libertar-se do vício e do pecado que impedem o amor e não permitem que a alma dê lugar a Deus.

São Paulo também deixou escritos inesquecíveis condenando os vícios e exaltando as virtudes, que ele chamou as obras da carne e os frutos do espírito, respectivamente. Para São Paulo, a única maneira de se elevar acima do poder escravizador do vício e do pecado é abraçar e seguir o caminho do espírito, perseguindo as virtudes, aqueles “frutos do espírito” que amadurecem apenas nos homens que recebem a Graça divina dentro de si mesmos.

As 15 Preces de Santa Brígida

Voltando à necessidade da oração diária, uma alternativa à recitação do Santo Rosário podem ser as 15 orações de Santa Brígida, a freira e mística sueca que fundou a Ordem do Santíssimo Salvador.

Brígida escreveu em suas obras que Jesus Crucificado um dia se dirigiu a ela, revelando que durante a Paixão ela havia recebido 5480 golpes de seus algozes. O Salvador também fez 21 promessas a ela, que seriam cumpridas com a condição de que ela recitasse 15 orações listadas por Ele todos os dias durante um ano. A prática diária destas orações pode parecer muito exigente, mas a elevação espiritual que elas permitem será inestimável em nossa jornada para recuperar a fé.

Os Santos que mudaram o mundo

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Santa Brígida, fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador, é com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz…

Livros espirituais e citações

A leitura de livros sagrados sempre foi um complemento indispensável para quem deseja enriquecer e fortalecer a sua fé, voltando o seu pensamento para Deus e aumentando o seu espírito. Além da leitura da Bíblia, que nunca deve ser negligenciada, pode ser útil dedicar-se a livros que falam do caminho espiritual que um bom cristão deve tomar para chegar a Deus, como as obras de Santa Teresa de Ávila, e em particular O Castelo Interior, mas também As Confissões de Santo Agostinho, que mostra como um hábil orador dedicado aos prazeres foi capaz de se transformar num dos santos mais famosos de todos os tempos, bem como Pai da Igreja, ou Filoteia, a introdução à vida devota escrita por São Francisco de Sales, considerado um dos pais da espiritualidade moderna, que descreve neste livro como a escolha entre o Céu e o Inferno é feita por cada homem todos os dias através de suas próprias ações.

Ir à missa

Pode parecer trivial ou óbvio, mas ir à Missa é uma escolha, não uma obrigação, que devemos considerar se quisermos redescobrir a fé. A Missa em geral e a Eucaristia em particular representam o momento mais alto do encontro com Deus ao qual um cristão pode aspirar. É um momento de renovação espiritual, como se na Missa recarregássemos as nossas baterias! É também importante para a partilha que permite com os outros fiéis, que falta nos momentos de oração solitária. O importante é aproximar-se da Missa quando se tem o desejo de fazê-lo, não considerando-a como uma obrigação ou um constrangimento, mas como um momento precioso e insubstituível de celebração e alegria.

O santo padroeiro dos animais: Santo Antônio Abade

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O óleo de Argan e as inúmeras propriedades deste precioso óleo

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Óleo de Argan: um elixir de beleza desde tempos imemoráveis. Descobrimos as suas surpreendentes propriedades Entre os produtos dos mosteiros cujas qualidades nunca nos cansamos de elogiar, o óleo de Argan é excelente. As mulheres berberes chamam-lhe ouro líquido e usam-no desde os tempos antigos…

Ouro, incenso e mirra para o menino Jesus. Mas o que está por detrás da escolha destes dons especiais?

Ouro, incenso e mirra para o menino Jesus. Mas o que está por detrás da escolha destes dons especiais?

Os Magos, figuras fascinantes e evocativas da tradição do Natal, trouxeram presentes de ouro, incenso e mirra para o menino Jesus. Mas o que está por detrás da escolha destes dons especiais?

Os Três Reis e seus dons têm sido protagonistas de histórias e lendas por milhares de anos, em que o folclore popular é misturado com eventos históricos, religião e até mesmo tradições mais antigas. Já nos aprofundamos nestes números num artigo que explicava quem eram os Três Reis Magos, de onde vieram, até mesmo qual era a origem dos seus nomes. Em outro artigo aprofundamos a figura de Artabano, o quarto Mago, que chegou tarde ao encontro com os três Magos mais famosos, mas não menos importantes.

Quarto homem

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Os Três Reis sempre exerceram um grande fascínio, embora nada se saiba ao certo sobre eles. Hoje queremos falar-vos de um personagem sobre o qual ainda menos se sabe: o quarto Rei Mago.

Neste artigo, gostaríamos de nos concentrar no ouro, no incenso e na mirra, os presentes que os três Reis Magos levaram consigo na sua viagem na esteira da Estrela Cometa, através do deserto, com as suas armadilhas, esquivando-se dos perigos e intrigas do Rei Herodes, para chegar à cabana de Belém onde, numa manjedoura, o Rei do Mundo tinha visto a luz.

Na história dos Reis Magos, as lendas estão entrelaçadas com outras lendas, num jogo extremamente sugestivo de referências e referências cruzadas. Por exemplo, a viagem dos Três Reis também teria envolvido a Befana, outra personagem muito querida da imaginação natalícia, com os Três Reis celebrados na Epifania. Ela teria conhecido os três viajantes e teria estado lá para se juntar a eles. Deixada para trás, ela dedicaria então o resto de sua vida à procura do Menino Jesus, como o quarto Rei Mago mencionado anteriormente, levando presentes a todas as crianças para compensar a sua ausência.

Um elemento em comum entre os Três Reis e a Befana é que eles trazem presentes.

Enquanto os dons da pequena senhora de nariz grumoso e viciado são agora a reserva exclusiva das crianças (estritamente boas, é claro), os dons dos Três Reis Magos têm dentro de si um simbolismo muito profundo, abrangendo nada menos do que o mistério da natureza dual de Jesus, Homem e Deus. Ao longo dos séculos, muitos teólogos têm tentado identificar o verdadeiro significado simbólico dos dons dos Magos. Alguns têm escrito que o ouro simboliza a , o incenso simboliza a santidade e a mirra simboliza a paixão. Para outros, os três dons coincidem com as três virtudes teologais: ouro é caridade, no incenso, livre arbítrio mirra.

Vejamos os presentes dos Magos, um a um.

Incenso: propriedades e benefícios

O incenso, oferecido por Gaspar, o mais novo dos Magos, é uma resina obtida a partir da casca de plantas da família Burseraceae, originárias da Península Arábica e do Nordeste da África, em particular Boswellia cateri, e neste caso o nome correto para a resina é incenso. Também chamado ‘olibanum gum’, ou simplesmente olíbano, o incenso tem sido usado desde os tempos antigos em cerimônias e rituais religiosos. A fumaça que sobe do incenso queimado era considerada uma oferta de boas-vindas aos deuses e encorajava a meditação e purificação. A própria palavra “incenso” é provavelmente derivada do latim arcaico “incensum”, aceso, e indica como esta substância foi utilizada.

Mas o uso do incenso foi além das cerimônias religiosas e dos ritos de purificação. Os seus fumos também tinham propriedades desinfectantes para o ambiente e para fins curativos. Em particular, o incenso tem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas poderosas. As suas qualidades tornam-no muito eficaz para relaxar a mente e o corpo e para combater os distúrbios intestinais e respiratórios. Um banho quente enriquecido com gotas de óleo de incenso combate o stress e transmite uma sensação de paz e relaxamento àqueles que nele se imergem. Misturado com pasta de dentes, é um valioso aliado para a higiene oral. As suas propriedades adstringentes facilitam o desaparecimento de rugas e sinais de envelhecimento, assim como cicatrizes, feridas, acne e estrias. Combate as doenças gastrointestinais, desde a indigestão até à síndrome do intestino irritável. Ela também influencia as hormonas, equilibrando os níveis hormonais e eliminando quaisquer desequilíbrios.

Muitas destas aplicações para a saúde do corpo e do espírito devem ter sido bem conhecidas na antiguidade. Ao dar incenso ao Menino Jesus, o Mago Gaspar estava, por um lado, honrando-O com algo precioso e útil para preservar e curar o corpo e, por outro lado, reconhecendo Sua natureza divina, oferecendo-Lhe um presente que normalmente era oferecido como um sacrifício aos deuses e queimado em seus templos.

O que é mirra?

A mirra, ou incenso de mirra, trazida como presente por Baltasar, o Mago de pele escura, também é uma resina. Também é extraído do tronco de uma Burserácea, embora de um gênero diferente do frankincense: Commiphora myrrha. O termo “mirra” é derivado da palavra semítica murr que significa “amargo”. Originou-se na Somália e na Etiópia, e não é por acaso que quem o trouxe foi aquele que, entre os Magos, se caracterizou por traços somáticos que podem ser rastreados até aos povos que viveram naquelas terras. Na realidade, as razões que levaram a iconografia religiosa a retratar Baltasar como um africano, com pele escura, cabelo frisado e nariz camuflado, é muito complexa e desenvolveu-se ao longo do tempo. Por um lado, havia o desejo de atribuir aos três Magos características que os tornavam a personificação dos três continentes e das três raças humanas, mas isso era na época medieval. Por outro lado, devemos nos deter nas novas tradições que chegaram ao Ocidente por volta dos séculos XII-13, nos mártires-soldados da Legião Tebana, que eram núbios, e, portanto, de pele negra, ou na figura do “Sacerdote Giani”, descrita por Marco Polo, que se sobrepôs à do imperador dos etíopes. Estas figuras incutiram uma nova visão dos negros nos povos europeus, que estavam habituados a associar a pele negra e certas características somáticas com o diabo e as criaturas demoníacas.

O que nos interessa aqui é a mirra, a substância preciosa com uma fragrância extraordinária que este rei mouro trouxe de presente. Desde os tempos antigos, a mirra era conhecida e apreciada pelas suas propriedades antissépticas e antibacterianas. Foi utilizado principalmente no estado líquido, ou em pó, misturado com óleo e bálsamos. Ainda hoje, é utilizado em diversas formas e para inúmeros fins, pelas suas virtudes anti-inflamatórias, antiespasmódicas e calmantes. É usado como remédio para doenças respiratórias, mas também em casos de intoxicação alimentar, e como o incenso é queimado para purificar os quartos e incutir paz e bem-estar. Além disso, o óleo derivado da mirra tem propriedades calmantes e nutritivas excepcionais, valiosas para hidratar a pele delicada e sensível sem a tornar gordurosa. Também é perfeito contra a pele gretada.

Quanto ao simbolismo da mirra como um presente para Jesus, assim como o incenso indica o reconhecimento dos Magos da Sua natureza divina, assim a mirra celebra a Sua humanidade. Isto porque, nos tempos antigos, a mirra era usada, entre outras coisas, para a adoração dos mortos. Já no antigo Egito era usado no processo de embalsamamento, e pensava-se que era instrumental na vitória da vida sobre a morte. Na Bíblia é mencionado muitas vezes, tanto na esfera sacerdotal, como foi usado como óleo de unção para sacerdotes e para perfumar vestes cerimoniais, e como portador de sabedoria e amor (seu aroma era considerado um afrodisíaco).

Na Paixão de Cristo, a mirra está presente primeiro misturada com vinho para aliviar o Seu sofrimento, depois usada por Nicodemos para envolver o Seu corpo tal como é depositado da cruz. Mais uma vez, no dia de Páscoa, as mulheres que foram ao túmulo trouxeram pomadas aromáticas para o corpo de Jesus. Estes eram provavelmente baseados em mirra, e neste sentido esta substância está ligada à Ressurreição, um sinal de que o amor de Jesus é mais forte que a morte.

O Significado Simbólico do Ouro

Finalmente, o ouro, o presente de Melquior, o mais velho dos Magos. Seu próprio nome significa rei, e o presente que ele traz, o ouro, é precisamente o símbolo do reconhecimento da realeza de Jesus por parte dos Magos. Na verdade, o ouro era o presente reservado aos Reis e Jesus estava aos olhos dos Reis Magos. Este metal precioso sempre foi associado à luz, ao sol, à capacidade de espalhar força e energia. Todas as grandes civilizações têm usado ouro para glorificar os seus reis e deuses.

Segundo várias lendas, Melquior ofereceu ouro na forma de uma maçã dourada, representando a perfeição do mundo, e trinta denários. Nas mãos de Jesus, a maçã foi reduzida a pó, simbolizando que o Menino tinha vindo para trazer um mundo novo.

Os trinta denários dourados teriam sido aqueles que Abraão tinha usado para comprar o campo de sepultura para si e para a sua família, os mesmos que foram oferecidos aos irmãos de José quando o venderam como escravo, e depois chegaram à beira do caminho ao Templo em Jerusalém, onde Melquior os levaria como presente a Jesus. Mas a lenda continua: Maria perdeu os trinta denários durante a viagem para o Egito, e com eles todos os outros presentes. Um pastor doente encontrou-os no deserto, a caminho de Jerusalém para ser curado por Jesus, que, entretanto, se tinha tornado um homem. A Ele o pastor ofereceu os presentes e os trinta denários, e Jesus, por sua vez, ofereceu-os ao templo. Esses mesmos trinta denários pagariam pela traição de Judas.

Há também uma interessante teoria sobre uma tradução errada do evangelho do Aramaico, segundo a qual o ouro mencionado não é o metal, mas o ouro do Oriente, ou seja, o açafrão-da-terra. Esta especiaria, que tem a cor do ouro, é dotada de grandes virtudes curativas, que a ligariam às propriedades do incenso e da mirra. Desta forma, os Magos teriam dado ao Menino Jesus dois incensos e uma especiaria, todos materiais preciosos, todos profundamente ligados à vida espiritual dos antigos, ao culto religioso e ao culto dos mortos, mas também aos cuidados do corpo, à saúde, ao triunfo da vida. Esta interpretação também se encaixaria, portanto.

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O presépio de Greccio: a natividade de São Francisco

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A história de Santa Lúcia: a mártir que traz presentes

A história de Santa Lúcia: a mártir que traz presentes

13 de Dezembro, o dia de Santa Lúcia, antecipa em poucos dias a luz do Natal. Quem é este Santo, parte da tradição de muitas partes da Itália?

Nesta época do ano, os sinais do Natal vêm cada vez mais fortes. Os dias ficam mais curtos, as noites mais longas, as crianças ficam cada vez mais entusiasmadas e os pais começam a se perguntar: o que dar por Santa Lúcia? Na verdade, o Pai Natal e a Befana não são os únicos capazes de trazer presentes para as boas crianças depois de uma noite mágica.

A história de Santa Lúcia

Das fontes que falam de Santa Lúcia é claro que ela era de origem siciliana, da região de Siracusa a cidade da qual ela é padroeira.

Embora muitos detalhes de sua vida permaneçam nebulosos, Santa Lúcia é lembrada como uma mártir virgem desde os primeiros séculos d.C.

Diz-se que ela cuidava dos mais pobres nas catacumbas e usava a riqueza de sua nobre família para ajudar os necessitados. Numa das histórias que a tradição nos transmitiu, a Santa da Luz, para poder usar as suas mãos ao serviço dos outros, colocou uma coroa de flores com velas na cabeça, símbolo que vemos em algumas representações de santa Lúcia.

Tentada como cristã sob a perseguição de Diocleciano – talvez denunciada por seu noivo, ofendido pelo voto de consagração que a santa tinha feito -, Santa Lúcia sofreu o destino de muitos mártires da época.

Santos Mártires

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Santos Mártires: sacrificando suas vidas em nome de Deus
São Mártires são homens e mulheres, muitas vezes muito jovens, que sacrificaram suas vidas pelo amor de Deus.

O julgamento e as torturas que a virgem teve de enfrentar geraram várias anedotas. A tradição diz que o corpo da jovem se tornou inexplicavelmente pesado quando os seus carrascos tentaram movê-la à força. As chamas do fogo que a iria queimar não a tocaram e a espada – ou lança – com que foi trespassada na garganta não a impediu de proclamar a sua Fé e receber a Comunhão.

Um dos episódios mais famosos, facilmente mais lendários do que reais, é aquele segundo o qual seus olhos foram arrancados: Lúcia, a Santa da Luz, é, portanto, considerada a padroeira dos cegos.

 Santa Lúcia

A Festa de Santa Lúcia

Há um ditado que diz “Santa Lúcia, a noite mais longa que existe”: no passado, isto era mais verdade do que agora, porque o dia de Santa Lúcia, 13 de Dezembro, coincidiu com o solstício de Inverno antes da reforma do calendário gregoriano.

Santa Lúcia é uma figura querida por muitas famílias e crianças, especialmente no norte da Itália, onde várias cidades a recordam como a Santa que leva presentes e doces para as casas na noite de 12 para 13 de Dezembro. No seu dia, ela deixa doces e presentes para todas as crianças boas. Para as crianças menos boas ela deixa carvão doce, ou, para aqueles que tentam ficar acordados para vê-la, ela joga cinzas em seus olhos.

Santa Lúcia é também muito popular nos países do norte da Europa: em várias regiões da península escandinava, ela é celebrada com procissões, desfiles e cânticos. Particularmente na Suécia, segundo a tradição, a filha mais velha veste-se como Santa Lúcia, com uma coroa de velas, e traz o pequeno-almoço dos seus pais.